28 04 2008

A Beira Interior e o azeite biológico
José , Assunção, Presidente da AAPIM
Apesar da desertificação e do abandono da agricultura registado nos últimos anos, a região da Beira Interior não está condenada a ficar no mapa de Portugal como um território permanentemente adiado, fruto do desaproveitamento das suas condições naturais, que compromete a sustentabilidade ambiental e a coesão económico-social do País.
A Beira Interior pode e deve ser competitiva, a começar pela sua estruturação em torno de uma prioridade estratégica que conduza ao incentivo do regresso à terra, no âmbito da aplicação do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER), com uma estratégia empresarial e de visão de mercado que envolva todos os agentes económicos do sector na região.
Com este pensamento, a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM) elaborou, em parceria com a empresa “Espaço Visual”, um grande projecto de Agricultura Biológica, visando converter e instalar dez mil hectares de olival na Beira Interior até 2013, para o qual necessita do apoio e da confiança do Ministério da Agricultura.
O que pretendemos é instalar cinco mil hectares de novas plantações de olival e converter em Modo de Produção Biológica igual área de olival tradicional já existente, nos 24 concelhos da região. É o maior projecto de Agricultura Biológica no País, que está a mobilizar produtores, autarquias e agentes económicos da região e que deve merecer a melhor atenção por parte do Governo, através dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional, previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013.
É um projecto de excelência na agricultura portuguesa. É um projecto ambicioso e perfeitamente exequível, que pretende dar respostas aos desafios do Ministério da Agricultura contidos no PRODER, nas suas diversas vertentes de competitividade com sustentabilidade, potenciando ainda os valores paisagísticos e ambientais da região. É ainda um projecto gerador de emprego e criador de esperanças para o desenvolvimento da agricultura e do mundo rural, contrariando o fatalismo do abandono, que teima em contagiar a Beira Interior.

Está em causa um investimento de 126 milhões de euros, até 2013, para conseguirmos instalar dez mil hectares de olival biológico, a partir dos quais será possível gerar um volume de negócios de 46,8 milhões de euros anuais.
A Beira Interior é já uma região com massa crítica, capaz de desenvolver projectos inovadores, de que é exemplo o Plano Estratégico para a Fileira de Azeite Biológico, o qual constitui um motivo de orgulho para a região e para o País. Não estamos a falar do abandono da terra e da sua entrega a investidores estrangeiros, como está a acontecer actualmente com esta mesma fileira do azeite, no Alentejo, cujas excelentes condições agrícolas estão a ser aproveitadas por empresários espanhóis. Estamos a falar da iniciativa de uma região portuguesa, cujos agentes económicos não se resignam e que querem encontrar novos caminhos e novos modelos para um futuro sustentável.

Tal como prevê o PRODER e como, de forma inteligente e responsável, defende o Ministério da Agricultura, Portugal precisa de “reestruturar, modernizar e consolidar” fileiras que sejam competitivas. É o caso da fileira do azeite, neste caso em Modo de Produção Biológica, que, pelo seu valor acrescentado, terá garantia segura como produto exportável para os mercados internacionais cada vez mais exigentes.
O diagnóstico está feito e o caminho a seguir é conhecido. Vontade de lhe dar a melhor resposta não falta aos produtores e agentes económicos da Beira Interior. Oxalá haja vontade política que ajude a concretizar este grande desafio de uma região, que é também um desafio do País.





27 03 2008

poster-scas-08.jpg





5 03 2008
COIMBRA - Comercialização de produtos alimentares

Alimentação saudável na Quental Biológico

Direccionada a clientes que se preocupam com a saúde e com uma alimentação saudável, a Quental Biológico apresenta uma vasta selecção de produtos.
A Quental Biológico, na Rua Antero de Quental, em Coimbra, entrou ao serviço a 2 de Novembro de 2005 com o objectivo, afirma Helena Duarte, a proprietária da loja, “de colmatar a falta de um espaço comercial, dedicado exclusivamente à comercialização de produtos de agricultura biológica”.
A loja é especializada em alimentação saudável, comercializando produtos de origem biológica, ou seja, através da agricultura biológica.
Na Quental Biológico, os clientes podem encontrar frutas e vegetais frescos, recebidos diariamente. Para além destes produtos, a loja dispõe ainda de cereais, leguminosas, sementes, vinhos, alimentação vegetariana e macrobiótica, alimentação para bebés, plantas aromáticas e medicinais, cosméticos, produtos de limpeza ecológicos e bebidas, nomeadamente sumos 100 por cento de fruta, sem adição de açúcar ou conservantes artificiais.
Na Quental Biológico estão disponíveis produtos raros, tais como o chícharo, a pastinaca, a morugem e o topinambo. “Adquirimos os nossos produtos em produtores biológicos certificados. Entre os nossos fornecedores estão pequenos produtores da região e entidades como a APPC e APPACDM”, afirma a proprietária.
Para além da venda directa na loja, a Quental Biológico efectua entregas ao domicílio, nomeadamente o cabaz do Quental, composto por frutas e vegetais frescos de agricultura biológica, adequados ao gosto e necessidades do cliente. O cabaz garante aos clientes a frescura dos produtos e comodidade na aquisição.
O atendimento personalizado, a garantia da frescura dos produtos biológicos e a melhor relação qualidade/preço são os principais objectivos da loja. A Quental Biológico funciona de segunda a sexta-feira das 11H00 às 14H00 e das 16H00 às 19H00, e ao sábado das 11H00 às 13H00.
No futuro, a proprietária pretende “oferecer aos clientes melhores e maiores instalações, de modo a ampliar a área de exposição dos produtos, promovendo, também, iniciativas ligadas à agricultura biológica e à alimentação saudável”.
O sítio quentalbiologico.canalblog.com é um canal de divulgação de notícias sobre agricultura biológica e de informações sobre alimentos pouco conhecidos, entre outras. “O nosso segmento de mercado é constituído por pessoas que se preocupam com a saúde e que optam por uma alimentação saudável”, conclui Helena Duarte.
Notícia do Diário das Beiras, artigo escrito por Anabela Pato




4 03 2008

O mercado mundial de alimentos biológicos gerou, em 2006, uma facturação de 25.449 milhões de euros (ME), mais 14,8 por cento do lucro atingido no ano anterior, segundo os últimos dados internacionais disponíveis sobre o sector.
A Federação Internacional de Agricultura Biológica, o Instituto de Investigações sobre Agricultura Biológica e a Fundação de Ecologia e Agricultura, instituições de origem Inglesa e Alemãs, respectivamente, publicaram em conjunto um novo estudo sobre o sector.
Segundo as estatísticas avançadas pelos mesmos, a maior parte do valor foi obtido pelo consumo de alimentos biológicos produzidos nos mercados dos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa, sobre os quais as instituições revelam um possível aumento para os próximos anos.
O documento “A Agricultura Orgânica no mundo: Estatísticas e Tendências para 2008″ revela que em 2006 cultivou-se um total de 30,4 milhões de hectares através do método de produção biológica, dos quais 1,8 milhões em 2007.
A Austrália continua a ser o líder mundial deste tipo de produção, com uma extensão de 12,3 milhões de hectares, seguida pela China com 2,3 milhões, a Argentina com 2,2 e, por último, os EUA com 1,6 milhões de hectares.
Por continentes, a Oceânia produz 42 por cento da superfície dedicada em todo mundo à produção biológica; seguida pela Europa, com 24 por cento, que também revelou um aumento de 500 mil hectares em relação ao ano anterior e a América Latina, com 16 por cento de culturas biológicas.
Fonte Confragi, que por sua vez retirou da Elmundo





11 02 2008

156979_b.jpg

Olival biológico projectado para a Beira Interior
Um grande projecto de agricultura biológica, que aguarda apoio do Ministério da Agricultura para ser concretizado, prevê a conversão e instalação de dez mil hectares de olival na Beira Interior, até 2013.

O objectivo consta do plano integrado para o olival na Beira Interior, elaborado pela Espaço Visual, empresa de consultadoria e elaboração de projectos agrícolas, para a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), sedeada na Guarda, disse hoje à Lusa fonte desta instituição. Segundo José Assunção, presidente da direcção da AAPIM, o plano prevê a plantação de cinco mil hectares de novas plantações e de outros tantos de olival tradicional que serão convertidos no modo de produção biológica, em 24 concelhos da região. «Trata-se do maior projecto de agricultura biológica no país, que agora aguarda apoio do Ministério da Agricultura para poder ser concretizado no terreno», salientou o responsável, dando conta que o mesmo foi entregue em Novembro de 2007, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. Adiantou que o plano que aponta a produção de azeite biológico como uma das principais apostas para a fileira, foi elaborado com o intuito de tornar o olival da região da Beira Interior «profissional e competitivo» usufruindo como factor de impulsionamento dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013. «Penso que tem todas as condições para ser aprovado», garantiu o dirigente, recordando que já teve oportunidade «de apresentar este projecto ao Ministro da Agricultura e penso que reagiu bem, se bem que a própria Direcção Regional também tem uma palavra a dizer». «Tenho toda a esperança que o projecto seja aprovado. É um projecto de competitividade que vai ao encontro aos desafios do Ministério da Agricultura no novo Quadro Comunitário», frisou José Assunção, indicando representar um investimento de 126 milhões de euros. Reconheceu tratar-se de um projecto «ambicioso» para a região na medida em que «pode ser criador de emprego e de desenvolvimento regional». Salientou que a AAPIM, com 14 anos, tem desenvolvido «projectos de experimentação com vários universidades» que permitiram avançar com o plano agora divulgado. O dirigente salientou que o programa traçado para a olivicultura na Beira Interior «é um projecto sustentável pela melhoria que provoca no ambiente e pela qualidade do produto». Disse que o olival representa «uma cultura importantíssima na região mas tem tido pouca importância nos últimos anos», daí a razão da candidatura. A Beira Interior é actualmente a terceira maior região do país produtora de azeite, com uma área de olival de 52.643 hectares e 27.679 explorações. Além da aposta na produção de azeite biológico, o plano estratégico da fileira do olival incentiva ainda a produção de azeite virgem extra - a categoria mais valorizada e procurada no mercado -, prevendo mesmo que 90 por cento da produção da região dê origem a este tipo de azeite, referiu à Lusa José Martino, engenheiro agrónomo responsável pela empresa Espaço Visual, que elaborou o estudo. «É importante investir na qualidade do olival, pois só assim é possível obter azeite de excelência, diferenciado e capaz de concorrer com os melhores», disse, salientando que a aposta vai para a variedade ‘Galega’, que é uma espécie de azeitona com grande tradição no nosso país, reconhecida a nível internacional, e com características «que tornam o seu azeite distinto e inconfundível». De acordo com o plano estratégico, pretende-se exportar 60 por cento do azeite biológico com Denominação de Origem Protegida (DOP) da Beira Interior e comercializar com valor acrescentado no mercado nacional a restante produção, adiantou. «O tipo de azeite que se pretende obter em modo de produção biológica da Beira Interior terá excelente valorização nos mercados dos países ricos, nomeadamente Japão, Canadá e outros», assinala José Martino. No plano agro-industrial, o plano elaborado pela empresa Espaço Visual sugere a instalação de mais três unidades de transformação em modo de produção biológica, que serão localizadas em zonas de produção geográficas distintas, ainda por definir. José Martino frisou que o plano integrado para o olival na Beira Interior prevê a criação de cerca de 2.500 novos postos de trabalho e a realização de um volume de negócios anual 46,8 milhões de euros. O modo de produção biológica é um sistema de produção agrícola (vegetal e animal) que procura a obtenção de alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos e adubos facilmente solúveis, privilegiando a utilização dos recursos locais. Fonte: Diário Digital / Lusa  





7 02 2008

novologompb.gif

Novo Logotipo na Agricultura Biológica

Foi aprovado no Comité Permanente da Agricultura Biológica que se realizou nos dias 16 e 17 de Janeiro último, o novo logotipo que passará a estar associado aos produtos provenientes do Modo de Produção Biológico. As preocupações inerentes à criação deste símbolo, por parte da Comissão Europeia, estiveram baseadas na necessidade de criar uma imagem abrangente, que fosse utilizável para todas as áreas deste modo de produção, e em todos os Estados-Membros. Por outro lado, preocupações com a simplicidade de elementos visuais, número de cores a utilizar, dimensão e possibilidade de reprodução a preto e branco, foram também tidas em consideração de modo a permitir um leque de opções aos operadores e custo de reprodução adequado. As aplicação do logotipo agora aprovado entra em vigor no terceiro dia após publicação do regulamento, estando previstas medidas transitórias para existências em stock, quer de rótulos impressos com a anterior imagem, quer de produtos embalados previamente à publicação do regulamento. O documento aprovado encontra-se aqui disponível para consulta, ainda que apenas na versão em língua inglesa, votada no Comité.

É ainda de realçar o facto da importância desta nova imagem associada ao modo de produção biológico, que irá ter um papel fundamental na finalização e apresentação mundial da Campanha Comunitária de Promoção do Modo de Produção Biológico, previsto para a próxima feira de Paris, e que passará a constituir um banco essencial de textos, imagens, panfletos, cartazes e outro material promocional, disponível a todos os que pretendam proceder à sua divulgação.

Posteriormente, neste site daremos conhecimento mais detalhado dessa Campanha, assim como do respectivo endereço para consulta e utilização. Fonte Ministério da Agricultura





7 02 2008

Deficiente Mental (APPACDM) da Figueira da Foz produziu cerca de oito toneladas de produtos hortícolas em 2007.

A Quinta Biológica da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) da Figueira da Foz produziu cerca de oito toneladas de produtos hortícolas em 2007.
Os frutos, legumes e hortaliças são semeados, tratados e colhidos por 15 pessoas, entre utentes da APPADCM, da Cercifoz (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas em Portugal) e no âmbito de programas de integração social e de valorização profissional.
Carlos Adriano, 21 anos, há cerca de um ano que dá apoio nesta quinta. Ontem, andava a tratar das alfaces, na estufa 1. “É um trabalho giro e uma ocupação que gosto de fazer”, disse, ao JN, o jovem utente da APPACDM.
Para além de produzir alimentos “mais saudáveis”, o projecto é uma forma de integrar na sociedade pessoas portadoras de deficiência mental. “Temos tido sucesso, não só nas vendas dos nossos produtos mas também na evolução dos utentes. Estas actividades agrícolas proporcionam interacção e convívios entre todos”, afirmou António Augusto, monitor da quinta biológica.
O espaço rural, que ocupa uma área de 2,7 hectares de terreno, na freguesia em Quiaios, está em funcionamento desde 1999, tendo sido uma das primeiras estruturas do género no país a obter certificação pela BIOCER - Agricultura Biológica Certificada.
Grupo francês interessado
Na quinta produz-se um pouco de tudo. Das Alfaces às couves, das batatas aos morangos. Os produtos são depois escoados para particulares e superfícies comerciais.
Em breve, “toda a produção” da quinta passará a ser escoada através do centro de distribuição de um grande grupo comercial francês.
“É uma quinta auto-suficiente financeiramente, mas precisamos é de criar mais espaços cobertos (estufas) para produzirmos mais”, disse António Padrão, presidente da APPACDM da Figueira da Foz, fundada em 1990.
A instituição vai ainda passar a produzir ovos biológicos, num Centro de Emprego Protegido, a instalar este ano na freguesia de Lavos. Ao todo serão 1200 ovos/dia e 1800 galinhas numa área de seis hectares.
O projecto está orçado em 400 mil euros.
 Fonte JN (artigo de Paulo Dâmaso).

Nota: Nós também estamos interessados. Esperemos em breve ter produtos desta APPACDM; já temos a venda os produtos da Conraria (Coimbra) e da Tocha (Cantanhede).





3 02 2008

s_ilha_da_madeirap.jpg

Agricultura biológica cresce na Ilha da Madeira Hotelaria procura cada vez mais alimentos produzidos sem recurso a químicos

A agricultura biológica, que não utiliza produtos químicos, representa 5% da área cultivável na Região, mas tendência é de crescimento, impulsionada pelo aumento da procura e pelas exportações, disse um responsável pelo sector.
O crescimento da agricultura que não recorre a produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados - a agricultura bilógica - é uma realidade “a nível mundial e a Madeira acompanha essa tendência”, afirmou o director de Serviços do Desenvolvimento da Agricultura Biológica, José Carlos Marques.
Entre 2000 e 2007, segundo o levantamento realizado pela Secretaria Regional do Ambiente dos Recursos Naturais (SRARN), a prática na Região cresceu de 22 para 240 hectares e o número de agricultores passou de 17 para 78 (359%).
Este crescimento significa, segundo a SRARN, que 5% da área de cultivo da Região, ou seja, 250 dos seus 5 mil hectares, está convertida para o cultivo biológico.
Pastagens, plantas aromáticas, pousio, frutos frescos e horticulturas são as áreas de culturas em produção biológica na Madeira cuja produção e produtos congregam já interesses de empresas do sector agro-alimentar e da comercialização e a procura por parte da indústria hoteleira.
“Há hotéis em que alguns dos segmentos dos seus clientes exigem alimentação à base exclusivamente de produtos da agricultura biológica”, revelou o responsável.
A banana, a vinha e a anona são algumas das principais produções da variedade de produtos que a Madeira já produz em matéria de agricultura orgânica.
José Carlos Marques destacou que a agricultura que “recorre muito à informação do passado, mas que aplica uma base científica actual”, é muito mais exigente quer do ponto de vista ambiental, quer no da segurança alimentar.
No entanto, “se os custos de poluição na agricultura convencional fossem contabilizados, concluiríamos que a agricultura biológica seria muito mais barata”, acrescentou.
“Há terrenos de vinha no Estreito de Câmara de Lobos que não são revolvidos há oito anos devido à fertilidade que as técnicas da agricultura biológica possibilitaram e que excluem produtos químicos e sintéticos como os pesticidas”, apresenta como exemplo.
As ajudas da União Europeia, que poderão atingir os 65% a fundo perdido no novo quadro comunitário de apoio, os apoios dos serviços técnicos e científicos da SRARN, as parcerias internacionais como as das regiões da Macaronésia (Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias), nomeadamente na criação de uma escola de agricultura biológica, e a proposta de decreto legislativo regional, já aprovada na Assembleia Legislativa, que declara a Madeira zona livre de cultivo de variedades de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e que incentiva a agricultura convencional e biológica são algumas das medidas potenciadoras do crescimento desta área da agronomia na Região.
“A agricultura biológica faz parte da medida de barómetro de qualidade na Região o que significa um estímulo à produção e uma aposta no futuro”, realçou o director regional da Agricultura, Bernardo Araújo, adiantando que os projectos de conversão têm crescido de ano para ano, tendo registado um crescimento médio nos últimos cinco anos de 30%. Artigo do DN





9 01 2008

c933725da3c3bba1fa67f842cb477efd.jpg

Alimentos Biológicos
Por Francisco Varatojo

Numa época em que a maioria das pessoas se encontra quase completamente desligada da terra e em que os alimentos nos chegam à mão processados e acondicionados, esquecemo-nos do quão vital é a agricultura para a nossa sobrevivência neste planeta. Na realidade, dependemos totalmente da actividade agrícola para a nossa subsistência e o tipo de agricultura praticado influencia decisivamente a saúde humana, a saúde dos solos e todo o ecosistema. A agricultura química moderna nasceu há mais de um século quando Justus von Leibig, um professor de química alemão, queimou plantas para analisar o resíduo das cinzas. Após a 1ª Grande Guerra as empresas que produziam explosivos e material bélico foram transformadas em fábricas produtoras de adubos agrícolas e ainda hoje, muitos dos produtos químicos utilizados na agricultura foram usados em campos de concentração na 2ª Guerra Mundial ou na Guerra do Vietname. Como reacção a uma prática agrícola altamente industrializada e quimicalizada, surge nos Anos 40 o movimento da Agricultura Biológica (ou Agricultura Orgânica) que pretende promover técnicas de produção mais ecológicas e criar alimentos mais saudáveis para a Humanidade. Os alimentos oriundos de uma agricultura biológica, cultivados sem adubos fosfatados ou pesticidas têm vantagens notórias, nomeadamente:

1-Têm um valor nutricional superior: o teor em minerais, vitaminas e antioxidantes é mais elevado do que nos alimentos produzidos com uma agricultura convencional.

2-Não contribuem para a contaminação dos solos, águas ou atmosfera.

3-Têm um sabor mais rico, devido ao menor teor de água.

4-São isentos de herbicidas, fungicidas ou insecticidas, que muitos estudos consideram estar ligados a muitas das doenças modernas como cancro, alergias ou infertilidade.

5- Permitem o desenvolvimento agrícola local e regional (acrescentado pelo Quental Biológico).

Em Portugal, começam a existir cada vez mais produtos biológicos à venda: cereais, feijões, vegetais, etc. e, apesar de ainda serem um pouco mais caros são, na minha opinião, uma opção que devemos fazer, quer em termos de saúde pessoal, quer em termos de saúde ambiental. Ao apoiarmos o cultivo de alimentos de origem biológica, contribuímos enormemente para a despoluição dos solos e ambiente, podemos evitar a erosão dos solos e a desertificação e melhoramos a nossa saúde. Muitas das carências nutricionais modernas são provavelmente devidas à fraca qualidade dos alimentos actuais. Imensos estudos apontam para um decréscimo substancial de nutrientes que pode ir até 90% nalguns minerais como ferro, quando se passou de uma agricultura biológica para a agricultura moderna. Em 1963, o Departamento de Agricultura Americano, publicou o livro “Composition of Foods Handbook” onde se podem verificar as seguintes alterações no mineral ferro entre 1948 e 1963 (antes e depois de os fertilizantes e pesticidas químicos começarem a ser usados em grande escala).

 Conteúdo em ferro dos alimentos (partes por milhão):

1948 1963
Espinafre 801 31
Feijão verde 118 8
Couve 57 4
Alface 262 14
Tomates 969 5




7 01 2008

2008organico2.jpg





7 01 2008

68503642.jpg

A bela e vetusta alfarrobeira (Ceratonia siliqua L) encontra-se disseminada em grande quantidade no Algarve, sendo nativa da costa mediterrânica. O seu fruto é a “alfarroba” que deriva do vocábulo árabe al kharoubah.

É consumida como substituta do chocolate, com aparência idêntica e sabor mais suave. A alfarroba é uma vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor castanha e sabor adocicado, que mede em torno de 10 a 20 cm. Dentro dessa vagem encontram-se de 10 a 16 sementes ou quilates. A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. E uma das suas características únicas é o seu peso ser sempre igual!

 À semente, donde é extraída a goma  de elevada qualidade, tem múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética. Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa- tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açucares naturais, 18% de fibra, 0,2-0,6% de gordura 4,5% de proteínas e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g), fósforo e vitaminas. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos, levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.

O seu valor nutricional é excelente e pobre em gorduras. A sua farinha pode assim para substituir com vantagem o cacau (podendo-se elaborar mesmo tabletes de alfarroba, que substituem o chocolate) e confeccionar deliciosas doçarias (tartes, bolos, doces…). Este condimento tem sido utilizado com bastante sucesso na gastronomia algarvia.  O pó de alfarroba, como substituto no leite, é verdadeiramente maravilhoso. Insisto, o  leite com pó de alfarroba é um iguaria única.

Temos a sua disposição, no Quental Biológico, farinha, pó e bolos deliciosos de Alfarroba, de produção biológica, e ainda receitas (pode ler uma neste site ou então peça-nos directamente ou por e-mail). Ajude-nos a dar a conhecer a nossa querida Alfarrobeira.





7 01 2008

6874633.jpg

Bolo de Alfarroba
Ingredientes:
1 ch de farinha de trigo integral peneirada
2 c (sopa) de farinha de alfarroba
1 c (sobr) de fermento
1 c (café) de baunilha ou rum
4 ovos
1 dl de óleo de girassol
1 ch de frutose ou açucar
1 dl de leite magro ou bebida de soja
1 ch de nozes picadas

Preparação:
- Misture as gemas, o óleo, a frutose e o leite.
- À parte junte a farinha de trigo, a farinha de alfarroba e o fermento.
- Misture com os primeiros ingredientes.
- Acrescente a baunilha e as nozes picadas.
- Por último acrescente as claras batidas em castelo.
- Leve ao forno médio (200º) cerca de 30 minutos.

 Variações:
Deixar as uvas passas de molho no rum e acrescentar na massa antes de colocar na forma, misturando com uma colher.

Tarte de Alfarroba

Ingredientes:
Para 14 fatias
Massa
130 gr farinha trigo  3 (colheres sopa) de banha porco q.b. sal 14 (colheres sopa) de água. Recheio 140 gr de açúcar 100 gr de amêndoa 6 ovos inteiros 75 gr farinha de alfarroba.

Para preparar a massa: ferva a água, com um pouco de sal e a banha.
Acrescente de uma só vez, mexendo sempre até a massa se soltar e formar uma bola.
Coloque a massa sobre uma travessa e deixe arrefecer.
Polvilhe a mesa de cozinha com um pouco de farinha e com um rolo estenda a massa até ficar uma placa com mais ou menos 2 cm de espessura.
Forre uma forma de fundo solto.
Entretanto ligue o forno á temperatura de 180º. (forno médio)
Para preparar o recheio: bata as gemas com o açúcar até formar um creme homogéneo, junte a amêndoa e a farinha de alfarroba e misture tudo muito bem. Bata as claras em castelo e envolva na mistura anterior suavemente com a mão. Deite o preparado na forma e leve a cozer durante 50 minutos no forno.

NOTA: A farinha de alfarroba encontra-se à venda na nossa loja.
Aparentemente depois de confeccionada esta tarte parece uma tarte de chocolate, e não precisa de untar a forma com gordura pois a massa já contém a gordura suficiente.

Autoria do Chefe António Nobre
Hotel Cartuxa de Évora - Alentejo





4 01 2008

foto6311.jpg

 

Câmara de Alfândega da Fé quer certificar todos os produtos biológicos locais

Fazer do concelho uma referência da agricultura biológica é um dos objectivos da Câmara de Alfândega da Fé. Para o efeito a autarquia assinou um protocolo com uma empresa de controlo de produtos biológicos que prestará auxílio aos agricultores, com custos suportados pela autarquia.
A Câmara de Alfândega da Fé divulgou que vai apoiar a certificação dos produtos de agricultura biológica para incentivar os agricultores a apostarem nesta área.
Outro dos objectivos da autarquia é fazer do concelho uma referência nacional na agricultura biológica.
A autarquia transmontana assinou um protocolo com uma empresa de controlo e certificação das produções biológicas, a Sativa, que garantirá o apoio e serviços técnicos necessários aos agricultores, com os custos suportados pelo município.
O presidente da Câmara, João Carlos Figueiredo, disse à Lusa ainda não ter “uma projecção dos custos financeiros para a autarquia”, mas, independentemente dos montantes envolvidos, entende tratar-se de “um custo social para ajudar os agricultores e promover a própria agricultura”.
Segundo João Carlos Figueiredo, “um dos principais problemas com que os pequenos produtores se deparam é o dos custos elevados inerentes à certificação dos produtos biológicos, facto que inviabiliza muitas das vezes a certificação”.
De acordo com o autarca, o protocolo agora celebrado permite que os técnicos possam começar a trabalhar de imediato com os agricultores, embora este processo só venha a ter resultados a médio ou longo prazo”.
O propósito da autarquia é criar condições para que o concelho de Alfândega da Fé se torne no primeiro do país a ter todos os produtos biológicos certificados.
Apoios ao escoamento
O concelho tem já alguns produtos integrados nesta categoria, nomeadamente o azeite, em que se pretendem integrar outros como o queijo, o mel, a amêndoa e a cereja. A mediadora será a empresa municipal de desenvolvimento de Alfândega da Fé, que terá como função prestar informação aos agricultores de modo a garantir o cumprimento dos requisitos europeus, e promover o escoamento dos produtos. Fonte-Diário de Trás os Montes 5-2-2006





2 01 2008

18139794.jpg

Receitas de chícharos (3ºParte)

Rissóis de chícharo

 Recheio 500g de chícharo, 500g de açúcar amarelo, um pau de canela, casca de limão. Massa 500g de farinha, uma chávena de vinho branco, meia chávena de gordura vegetal e meia chávena de água morna e sal. Coza o chícharo, tire a pele e passe pelo passe-vite. Num tacho, junte ao puré de chícharo o açúcar, a canela e a casca de limão. Vá mexendo, em lume brando, até formar ponto (cerca de dez minutos). Retire do tacho para um pirex pouco fundo e deixe arrefecer bem. Para a massa, junte muito bem todos os ingredientes e prepare uma massa elástica, mas não pegajosa. Estenda a massa em camadas finas, deite uma colher do recheio, cubra com outra camada e frite. Receita de Maria Lurdes Dias Miguel - Ansião  

Chícharos com Bacalhau Assado 

Cebola, azeite, ovos, chicharos, miolinhos de broa, bacalhau assado Na véspera dos chicharos serem cozinhados, são escolhidos para dentro de um alguidar e cobrem-se de água abundante e ficam de molho uma noite. Em seguida cozem-se como se fossem feijões, depois de cozidos deitam-se num prato com miolinhos de broa e cebola crua picada.
Baldeiam-se (misturam-se) e estão prontos a comer.
In, Cozinhas das Avós.

Sopa de chícharos

Chícharos, Sal, Batatas, Azeite, Couve Na véspera, colocam-se os chícharos de molho. No próprio dia, numa panela com água e sal, põem-se a cozer os chicharos. Quando estiverem quase cozidos, juntam-se as batatas cortadas aos cubos pequenos, as couves e o azeite. Quando estiver quase cozido, rectifica-se de sal.  

Chícharada
1/2Kg de chícharos; 2 colheres de sopa de margarina, 2 cebolas, 1 dl de azeite, 6 dentes de alho, 700gr de carne entremeada, 600gr de pá de porco, 1 chouriço de carne, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 farinheira, 1 morcela, sal, piripiri e cravinho q.b.
Coloque o chicharo em água no dia anterior. Cozer em panela de pressão durante 20 minutos.
Picar a cebola e os alhos para um tacho e alourar com o azeite e margarina.
Retirar a pele grossa à carne entremeada e corte-a aos pedaços. Junte ao refogado assim como a pá de porco partida aos pedaços. Deixe a carne alourar. Junte o chouriço de carne e as cenouras, ambos cortados às rodelas. Adicione a salsa e o louro.
Regue com um copo de água e tempere com sal, piripiri e uma pitada de cravinho.
Tape e deixe cozer.
Quando a carne estiver tenra, junte o chicharo, mexa e deixe apurar.
À parte, coza uma farinheira e a morcela. Corte-os em rodelas e misture à chciharada depois de pronta.
Acompanhe com arroz branco. Nota: Em vez de carnes pode utilizar os nossos produtos vegetarianos.

Pudim de Chícharo

200 g de chícharo demolhado de um dia para o outro; 500 g de açúcar amarelo; 50 g de manteiga; 8 gemas; claras; raspa de meio limão; açúcar para caramelizar a forma. Escorra os chícaros cozidos, depois de demolhados de um dia para o outro, e reduza a puré. Leve ao lume o açúcar com um pouco de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Junte o chícharo à calda do açúcar. Mexa bem. Bata as gemas com as claras e junte-as em fio ao puré de chícharo. Junte a manteiga e a raspa de limão. Leve de novo ao lume, mexendo sempre bem, até engrossar. Leve o preparado ao forno, em forma caramelizada e deixe cozer em banho-maria. Desenforme e deixe cozer em banho-maria.





28 12 2007

18138636.jpg

Chícharo, uma leguminosa virtuosa (2ªparte)

Receitas de chícharos I

Chícharos com Couves miúdas ou Nabiças

Deixe os chícharos de molho de um dia para o outro. Coza às batatas as rodelas e couve galega (ou nabiças) cortada miúda. Misture chícharos cozidos, batatas e couves. Pode acompanhar com bacalhau assado na brasa, sardinhas assadas, polvo, etc.

Chícharos com bacalhau e abóbora

 Coza os chícharos, já demolhados de um dia para o outro, com batatas cortadas em rodelas, cebola e tomate. Junte o bacalhau e a abóbora cortada soa cubos e deixe cozer. Tempere com azeite e vinagre.

 Migas com Chícharos

200 g de Chícharo
1 molho de grelos de nabo
3 dentes de alho
6 fatias de broa
1 dl de azeite
Comece por cozer os grelos e o chícharo, separadamente em água temperada de sal.
Entretanto esfarele a broa com ou sem a côdea (eu gosto de sentir a textura mais dura da broa, mas deixo ao critério de cada um) e reserve.
Pique os dentes de alho bem miúdos e leve a aquecer juntamente com o azeite no fogão. (Atenção: é só para aquecer o azeite com o alho para este libertar o seu aroma, não é para o alho fritar)
Assim que os grelos e o feijão estiverem cozidos escorra-os separadamente, guardando um pouco da água de cozedura dos grelos.
Pique os grelos grosseiramente e junte-os à mistura de azeite e alho. Misture a broa esfarelada e o chícharo escorrido. Misture bem.
Junte agora um pouco da água de cozer os grelos, de modo a que as migas fiquem ligadas, e mais ou menos secas conforme o gosto. (Eu gosto das minhas mais para o secas).
Sirva este acompanhamento com quase tudo: a acompanhar um churrasco, com bacalhau assado, com polvo à lagareiro, com febras ou costeletas, ou entrecosto na brasa, ou carne assada… enfim, o que acharem que vai bem!





26 12 2007

18073927.jpg

Chícharo: Uma leguminosa virtuosa (1ºparte)

A origem da sua utilização perde-se na voragem do tempo; certo é que os romanos já a cultivavam, e poderá ter sido trazida por estes do Norte de Africa. Os chicharros (Lathyrus sativus) são cultivados também para forragem animal. Têm ainda a capacidade de captar o azoto atmosférico para o solo no final do ciclo vegetativo, assim fertilizam o terreno onde são cultivadas, sendo bastante interessantes nas rotações praticadas na Agricultura Biológica.  A partir do século XVI com a descoberta dos portugueses da América, deu-se início a proliferação no Velho Continente de importantes produtos que viriam a transformar os nossos hábitos alimentares, nomeadamente o milho, tomate, batata, feijão e tantas outras plantas comestíveis. As leguminosas que os portugueses utilizavam eram a fava, a ervilha (estas apenas na Primavera), o grão-de-bico, a lentilha, o tremoço (e tremocilho) e o chícharo. Com a introdução das diversas tipologias de feijão, o chícharo foi esquecido, sendo empurrado para a alimentação animal tornando-se a leguminosa sinónima de “comida dos pobres”. É uma leguminosa muito versátil na cozinha; de gosto macio, desenfastiante, refinado - uma verdadeira surpresa para quem nunca o experimentou. Pode ser comido substituindo as outras leguminosas (também é preciso demolhar de um dia para o outro); outrora importantes na alimentação das populações das serras calcárias de Sicó-Alvaíazere, parcas em água, estão agora a ser promovidas, em sua honra e proveito, no famoso festival gastronómico de Alvaiázere que decorre todos os anos em Outubro. Da leguminosa aponta-se um aspecto negativo; quando representa uma grande proporção na alimentação (diária (superior a 30%) e durante, várias semanas ou meses, pode levar ao aparecimento de uma doença chamada latrinismo -um síndrome neurológico que se caracteriza por uma rigidez muscular e paralisia dos membros inferiores. Este pitéu pode ser apreciado através de uma grande variedade de receitas: migas de chícharo, a chicharada- uma espécie de feijoada, mas sem feijão, a sopa de chícharo, cozida com abóbora, com couves miudinhas e broa ou ainda em doçaria, pudim, tartes e compotas. Actualmente é muito procurada por vegetarianos, vegans e macrobióticos, sendo rica em flavonóides, enzimas e prótidos. O chícharo foi e será um dos elementos mais importantes da cozinha mediterrânea, tendo a ele associadas imensas propriedades terapêuticas. É recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos, dores nos joelhos, músculos, anemia e diabetes. É considerado um excelente diurético, sendo-lhe popularmente atribuídas características afrodisíacas.

Nota: O Quental Biológico, em Coimbra, tem a sua disposição chícharos de Agricultura Tradicional. Apoie, com a nossa colaboração, a região das Serras de Sicó-Alvaiázere. (Re)descubra o sabor desta leguminosa.





25 12 2007

kiwi_love_sc.jpg

15 Alimentos que rejuvenescem

Sabia que o chocolate preto é um deles? Descubra os outros!De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas anualmente através da alimentação, e nada mais.O segredo da eterna juventude encontra-se na nossa despensa. Basta modificarmos os nossos hábitos para vivermos mais anos e em melhores condições de saúde e bem-estar. Tome nota.Neste artigo vamos falar-lhe de alimentos que, apesar de não evitarem a morte, prolongam a vida! Na verdade, e segundo os especialistas da área de nutrição, é possível prevenir uma série de problemas com base numa alimentação correcta e equilibrada, entre eles, o cancro, problemas de ossos, de visão…Vegetais, fruta, peixe e até chocolate! São alguns dos alimentos que, para além de a manterem saudável, lhe dão anos de vida. Saiba, um a um, quais os alimentos que a mantêm jovem por dentro e por fora!

1. Quivi
Originário da China, contém ácido propeolítico, que melhora a circulação e a ajuda a combater o chamado mau colesterol (LDL). Possui uma enzima chamada actidina, que ajuda a digerir as proteínas.
O seu conteúdo elevado de vitamina C ajuda a prevenir constipações. A vitamina C é um antioxidante que elimina os radicais livres e desempenha um papel fundamental no combate ao envellhecimento. Contém uma quantidade considerável de fibra, potássio, ferro, fósforo, cálcio, magnésio e crómio, que têm um papel muito importante na prevenção de doenças cardíacas.

2. Abacate
Tem 10 vitaminas, entre elas, a vitamina E e o ácido fólico (B9), e glutatião, um derivado proteico com acção antioxidante (combate a degeneração celular).
Contém 10 ácidos gordos, dos quais cinco são mono e poli-insaturados, com destaque para o ómega-9, ómega-7, ómega-6 e ómega-3, sendo este último protector contra o cancro. Também contém sitosterol, que previne a acumulação de colesterol. Possui, para além disso, aminoácidos essenciais (arginina, fenilalanina, lisina…), fundamentais ao normal funcionamento do organismo.

3. Tomate
Para além de estar bem provido de vitaminas, minerais e flavonóides, contém licopeno, um dos antioxidantes mais poderosos, que lhe dá a cor vermelha e tem “um papel antioxidante activo na degenerescência celular que conduz ao envelhecimento”, explica o nutricionista Tiago Osório de Barros.
Fortalece as paredes celulares, depura o organismo de substâncias tóxicas e aumenta as defesas.Previne o aparecimento de doenças do coração e dos seus vasos sanguíneos, é benéfico para a visão e melhora a saúde do sistema nervoso.

4. Presunto
O presunto protege o coração e reduz o colesterol, desde que não seja excessivamente gordo nem demasiado salgado.
Os seus ácidos gordos monoinsaturados e o ácido oleico previnem as doenças cardiovasculares. Tem cerca de 40% de proteínas, pelo que pode substituir a carne nas refeições, sendo importante na formação da massa muscular.Tem vitamina E, um potente antioxidante. Também é rico em cobre (essencial para os ossos e cartilagens), ferro e fósforo.

5. Brócolos
O zinco que contêm favorece a função da próstata e a qualidade do esperma. Muito ricos em luteína, reduzem ligeiramente os efeitos da degenerescência macular da idade (DMI).
São ideiais para grávidas, convalescentes, pessoas anémicas, etc… por causa do elevado aporte de ácido fólico e ferro. Actuam como fitoestrogénios na menopausa (tal como a soja).

6. Espinafres
Têm provitamina A e vitaminas C e E, todas elas antioxidantes. São uma fonte inesgotável de vitaminas do grupo B, como folatos, B2, B6, B3 e B1, que possuem uma acção anti-envelhecimento pelo seu papel como co-factores enzimáticos.
Relativamente ao seu conteúdo mineral, os espinafres são ricos em ferro, magnésio, potássio, sódio, fósforo e iodo. Para além das vitaminas, são ricos noutras substâncias antioxidantes como o glutatião, os ácidos ferúlico, o cafeico e o beta-cumárico e carotenóides.

7. Soja
Contém vitaminas A e E, e três do grupo B (B1, B2 e B5). A vitamina ajuda a conservar os epitélios celulares, que revestem as superfícies do corpo e dos órgãos. A vitamina E tem um efeito antioxidante, combatendo os radicais livres.
Possui mais minerais do que qualquer outra leguminosa, sobretudo potássio e fósforo. A relação cálcio-fósforo é essencial para uma boa estrutura óssea. O potássio tem uma importante acção a nível muscular.Ajuda a prevenir alguns tipos de cancro, sobretudo na mulher após a menopausa. Alivia os sintomas da menopausa.

8. Frutos secos
Contêm proteínas (entre 14% e 19%), vitaminas do grupo B, aminoácidos, minerais, ácidos gordos poliinsaturados (nozes), ácidos gordos monoinsaturados e fibra.
Segundo Tiago Osório de Barros, “as proteínas são imprescindíveis na preservação e formação das estruturas musculares”. As amêndoas, as nozes e as avelãs são as que têm melhores propriedades antioxidantes por causa da sua maior concentração em vitaminas.

9. Chocolate preto
Tem uma grande actividade antioxidante graças aos seus flavonóides, combatendo os sinais do envelhecimento.
Beneficia a dilatação das artérias e o aumento do seu diâmetro. Para além disso, diminui a rigidez aórtica em cerca de 7%. Actua como um antiplaquetário eficaz, prevenindo a formação de trombos.Estimula as funções cerebrais graças à fenetilamina, um alcalóide que actua como neurotransmissor cerebral.

10. Alho
Tem propriedades anti-sépticas, antifúngicas e antimicrobianas, melhorando a resposta a vírus e bactérias e fungos.
Tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, contribuindo para reduzir o envelhecimento e a degeneração celular, que está na origem de alguns tipos de cancro.Ajuda a reduzir os níveis elevados de pressão arterial. Reduz o chamado mau colesterol (LDL), aumenta o colesterol bom e previne problemas de disfunção eréctil no homem.

11. Azeite virgem (e azeitonas)
Tem um alto teor de ácido oleico, uma gordura monoinsaturada rica em vitaminas A, D, K e, especialmente, em E, que actuam como antioxidantes.
Reduz o risco de doenças cardiovasculares e controla a tensão arterial. Favorece a absorção de cálcio, fósforo, magnésio e zinco, tendo por isso um papel importante ao nível da formação e manutenção de ossos fortes e saudáveis.

12. Peixe azul
Prolonga a vida das nossas artérias graças aos seus ácidos poli-insaturados (sobretudo o ómega-3), muito benéficos para o sistema cardiovascular. É rico em minerais e vitaminas, tendo, portanto, uma boa acção antioxidante.
Tem único senão. As espécies provenientes de águas poluídas (sobretudo as que andam menos á superfície) contém mercúrio, um metal pesado que se for ingerido de forma crónica é prejudicial para o organismo.O mais recomendável é ingerir peixe entre quatro a cinco vezes por semana e variar o mais possível as espécies: cavala, sardinhas, salmão, atum, truta, anchovas, arenque…

13. Chá verde
Esta bebida é apreciada há mais de 5.000 anos nas culturas orientais. É rica em polifenóis, bioflavonóides e vitaminas A, C e E, o que a torna num elixir antioxidante e anticancerígeno.
Reforça o sistema imunitário, protegendo o organismo de bactérias e vírus prejudiciais. Ajuda a reduzir a gordura corporal e previne as doenças cardíacas. Regula o nível de colesterol.

14. Mel
Os seus minerais são assimilados directamente e contribuem para a manutenção do esqueleto (cálcio) e para a regeneração do sangue (ferro).
Tem um alto poder nutritivo, pelo que é um substituto ideal do açúcar industrial ou refinado. As suas enzimas facilitam a boa assimilação de outros alimentos.É um bom remédio contra a fadiga, pelo fornecimento de hidratos de carbono de absorção rápida e pela fácil reposição das reservas gastas.~

15. Cebola
É uma boa fonte de fibra, vitaminas e minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. É rica em compostos enxofrados, que fazem parte do seu óleo essencial e que actuam sobre as vias respiratórias, melhorando a expectoração.
Para além das vitaminas C e E, contém flavonóides, entre os quais se destacam as antocianinas e a quercetina, todos eles compostos antioxidantes. 

Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Tiago Osório de Barros (nutricionista no Espaço Qualidade e Saúde, em Lisboa)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir





1 12 2007

No âmbito da Agricultura biológica e para dar a conhecer a realidade da produção portuguesa de aves de modo biológico e também para promover o seu consumo junto das camadas mais jovens, o Secretário de Estado Adjunto da agricultura, Luís Vieira vai estar esta sexta-feira nas instalações da SOCAMPESTRE.

Em nota de imprensa, o Ministério da Agricultura explica que a produção biológica é um sistema global da explorações agrícolas e de produção de géneros alimentícios que combina as melhores práticas ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, a aplicação de normas exigentes em matéria de bem estar dos animais e uma produção em sintonia com a preferência de certos consumidores por estes produtos.

O Ministério da Agricultura tem apostado na expansão deste modo de produção assente em dois pilares, nomeadamente, estimular a conversão de sistemas de agricultura convencional para o modo de produção biológico, numa perspectiva de reforço da sustentabilidade ambiental, preservando, assim, os recursos naturais e a biodiversidade e reforçar a competitividade do sector agro-alimentar, através do apoio à expansão do segmento dos produtos biológicos, indo ao encontro das preferências dos consumidores para alimentos mais “seguros” e com padrões de qualidade elevados. Para operacionalizar a estratégia, definiu-se um quadro coerente de medidas de apoio ao modo de produção biológico no âmbito do PDR para 2007-2013, que abrange três níveis distintos, os quais, a promoção da competitividade; o desenvolvimento dos regimes de qualidade certificada e a conversão produtiva dos sistemas convencionais para o modo de produção biológico. Retirado do Site da Confragi.





23 11 2007

Agricultura biológica é aposta municipal em Cantanhede

Beringela recheada, caldo verde, arroz malandro e novilho grelhado com batata, saladas, pão, azeitonas e até espumante. Tudo ingredientes 100% biológicos, quase todos produzidos na Quinta Piloto de Agricultura Biológica, que a Inova-Empresa Municipal está a desenvolver desde 2006 e que vai apresentar hoje durante um almoço biológico.
Alfaces, pepinos, couves, cebolas, pimentos, beterraba de mesa, alho francês, rabanetes, salsa, mangericão, cenoura e rúcola estão já a ser produzidos na quinta que pretende, sobretudo, chegar ao agricultor tradicional e mudar-lhe o hábito do recurso, fácil, a pesticidas e químicos. “O futuro vai dar-nos razão, as pessoas vão perceber que este tipo de agricultura é mais saudável”, afirma Cátia Oliveira, engenheira da Inova.
A ideia de valorizar a produção biológica vai pegando. Numa banca, no mercado de sábado, ou na quinta, os principais clientes são os funcionários autárquicos e “muitas mães que procuram legumes para a sopinha dos bebés”, diz Cátia Oliveira, certa de que quem prova uma alface ou uma cebola biológica já não a troca por outra.
Em terra de agricultores, a luta passa também por desfazer “ideias erradas”. “Temos de combater a ideia de que os produtos biológicos não requerem acompanhamento. Não é só deitar na terra e vê-los crescer. Além disso não são produtos raquíticos e bichados conforme muita gente julga”, sublinha.
O preço é, de facto, mais elevado mas, explica, “em cinco semanas tenho uma alface de 800 gramas, perfeita, porque houve, um enorme cuidado em termos de profilaxia. Aplica-se realmente o provérbio são os olhos do dono que engordam os porcos”.
O almoço será acompanhado de vinho tinto e espumante, também biológicos, oriundo da Quinta do Vale Pequeno, em Torres Novas. Foi em 1994 que Luís Mendes, engenheiro agrícola de formação, decidiu “acabar com o círculo vicioso da agricultura, nomeadamente da vinha, toxicodependente” e não se arrepende. Deixou de lado adubos e químicos e promove a fertilidade dos solos apenas com extractos de plantas ou outras soluções ecológicas. E a diferença, diz, nota-a quem prova os seus vinhos e azeite.

Artigo de Tânia Moita- Fonte JN





20 11 2007

Pela boca morre o peixe ou como consumir gato por lebre
“Que a tua alimentação seja o teu melhor remédio”; ou “uma maçã por dia afasta-te dos médicos”, são ditados populares que continuam a ser verdadeiros.
A relação entre saúde e alimentação é uma constante da vida, o excesso, tal como a carência, encurtam-na.
Nos anos 70, do século passado, percebeu-se que os Nórdicos e os Norte Americanos tinham maior incidência de doença cardiovascular, quando comparado com os congéneres mediterrâneos. Avaliaram-se as diferenças entre as dietas e percebeu-se que os segundos comiam mais peixe “azul”, azeite, legumes e cereais. Ou seja, em termos técnicos as gorduras eram predominantemente mono insaturadas e, consequentemente, ricas em ómega 3. Por outro lado, alguns estudos colocaram em evidência a necessidade de comer fibras e gorduras não saturadas como forma de prevenir o cancro do intestino. Outros apontavam para os anti-oxidantes e vitaminas. Assistiu-se também à problemática do flúor, primeiro suplementa-se, depois duvida-se e finalmente retira-se.
O mote estava lançado para a indústria da alimentação, havia que identificar nos alimentos as substâncias, isolá-las, produzi-las e vendê-las em produtos de “alto valor para a saúde”.
A indústria alimentar percebeu que se os investigadores trouxessem para o grande público as conclusões dos estudos e se os media generalistas falassem do assunto de forma credível, bastaria então alguns biliões de euro em publicidade para vender o produto e arrecadar mais valias. Ganhariam os publicitários, a indústria, talvez os consumidores e indirectamente o estado previdência. Surgiu deste modo uma nova palavra no dicionário “os alicamentos”, ou seja, meio alimento, meio medicamento. Leite, ovos e iogurtes com ómega 3, sumos com vitaminas, produtos originalmente sem valor nutricional aos quais lhe são adicionadas proteínas e vitaminas, leites ou manteigas aos quais se tirou o máximo de gordura e depois se acrescentou gordura vegetal e cálcio, margarinas modificadas, as fibras, os bifidus activos ou os L. Casei, os pró active, etc. A ideia é convencer o consumidor que se pode alimentar e em simultâneo tratar, deitando para o lixo os comprimidos “altamente tóxicos para o equilíbrio humano”, podendo aderir sem reticências à comida de plástico sem que essa atitude crie deficiências.
Qual a vantagem de beber leite magro enriquecido em cálcio, se, em teoria, o leite meio gordo já deveria possuir idênticas concentrações? Fará sentido comer um ovo enriquecido em ómega 3, quando acompanhado de uma sarda cozida e azeite? Enriquecer os sumos com vitaminas se a fruta fresca as deve conter?
No Japão e nos EUA entraram na cadeia de distribuição mais de 2000 produtos diferentes que vão desde a pastilha elástica com vitaminas, às bolachas com colagéneo que prometem maravilhas dermatológicas.
Para todos os efeitos estes produtos são manipulados, retirando aquilo que se julga ser prejudicial associando-se o que se julga ser benéfico ou noutros casos apenas se associa e nada se retira. Mas podemos alimentar-nos exclusivamente deles?
Claro que não, porque por exemplo sem ómega 6 (presentes nas gorduras saturadas) o nosso sistema imunitário debilita-se. Nos anos 70 todos reagimos contra os aditivos e corantes adicionados aos alimentos. Davam-lhe melhor aspecto e permitiam maior duração, sabor e frescura. Mas as dúvidas e os abusos levaram à regulamentação e os pais, apavorados, começaram a olhar para as letras e números pequeninos nos rótulos das embalagens. O mesmo se devia ter passado há muito tempo com os “alicamentos”. A Comissão Europeia, preocupada exigiu que os países legislassem e alguns já o fizeram, outros (como o nosso) estão a fazê-lo.
Os consumidores já o deviam ter exigido há muito. Como sempre, aceitaram como verdade tudo o que a publicidade lhes vende.
Facto é que estes produtos são muito mais caros que os alimentos originais. Por outro lado, o consumo de alimentos variados e frescos, confeccionados de forma correcta, conseguem de forma equilibrada fornecer tudo quanto precisamos para viver, e bem.
Vamos exigir (e ainda bem) à indústria alimentar que nos diga se aquilo que nos vende é mesmo bom para saúde, mas quando iremos exigir à indústria que produz os medicamentos “naturais” (às vezes são apenas complexos vitamínicos) que apresente estudos fiáveis em relação às indicações e à relação custo benefício?
Para que se perceba o negócio, deixo como exemplo a Ginkgo Biloba, comercializada como produto “químico”, doseada a 40 mg custa 17 cêntimos por unidade, enquanto o mesmo produto “natural” doseado a 120 mg custa 41 cêntimos por unidade (em promoção). Preços semelhantes por grama, contudo a dose recomendada pelo Infarmed é de 40 mg três vezes por dia enquanto nas embalagens dos produtos “naturais” é de 120 mg três vezes ao dia, sem que este aumento de dose se reflicta em qualquer vantagem para o consumidor, excepto a económica – para quem vende, claro.
Chegou a altura de consumirmos a lebre e não o gato, distinguindo o trigo do joio. Por: João Santiago Correia Fonte O Interior





19 11 2007

Estamos a transferir conteúdos do www.quentalbiologico.canalblog.com, para este site. Agradecemos a sua compreensão.





14 11 2007

Projecto Bio Rural premiado
Artigo de José C. Maximino
Sever do Vouga
O projecto Educação e Formação de Adultos “Jeito BioRural”, lançado, em 2004, pela Solidários - Fundação para o Desenvolvimento Cooperativo e Comunitário, de parceria com a Câmara de Sever do Vouga, foi um dos vencedores da fase nacional dos Prémios Europeus de Iniciativa Empresarial (European Enterprise Awards 2007).

O projecto, que envolve, nesta segunda fase, quinze mulheres rurais, ganhou o primeiro prémio na modalidade “iniciativa empresarial responsável”. Os prémios foram revelados na segunda-feira, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Os European Enterprise Awards são promovidos pela Comissão Europeia com o objectivo de incentivar a iniciativa empresarial e divulgar as boas práticas que, nas diversas áreas, contribuam para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentado das economias. O projecto “Jeito BioRural”, que já abrangeu, desde 2004, 30 mulheres rurais com baixos níveis de escolaridade, sem qualificação profissional e uma ténue intervenção na vida das comunidades onde vivem, tem vindo a promover iniciativas destinadas a fomentar a aquisição de competências pessoais, nos âmbitos familiar e social, bem como as suas capacidades profissionais, procurando, simultaneamente, estimular a capacidade empreendedora local (auto-emprego). Os primeiros resultados do projecto, apoiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português, começam, agora, a ser visíveis, com o aparecimento das primeiras hortas e de pequenos negócios vocacionados para a comercialização de produtos (hortícolas e frutos) biológicos. Na calha está a criação de uma loja de produtos biológicos, em Sever do Vouga, e a certificação destes produtos. Fonte JN





13 11 2007

fas_cartaz_lowdefinition_final.jpg

A Feira de Alimentação Saudável, projecto da iniciativa do município de Condeixa-a-Nova, decorre nos dias 23, 24 e 25 de Novembro, das 10h00 às 22h00, na Praça da República e inclui:mostra de alimentação saudável projecção de filme evento desportivo seminário e espectáculo musical Promover as potencialidades do município e sensibilizar para modos de vida mais saudáveis são objectivos da FAS que conta com a visita de várias escolas do concelho e espera, também, pela tua visita. O Quental Biológico participará no evento com expositor, degustação e venda de produtos biológicos a óptimos preços. Consulta o programa no sitio www.cm-condeixa.pt 

A não perder! 





3 11 2007

Oficial: as culturas biológicas são REALMENTE MELHORES

Do Sunday Times de 28 de Outubro de 2007.

O maior estudo sobre alimentos biológicos (também designados em alguns países por orgânicos ou por ecológicos) jamais feito e que implicou um gasto de 12 milhões de libras em quatro anos estabelece que estes produtos são mais nutritivos do que os convencionais. As conclusões irão provavelmente inverter a posição do governo de que a escolha de produtos orgânicos era uma opção de estilo.O estudo revela um maior nível de antioxidantes e de elementos químicos considerados benéficos e susceptíveis de diminuir o risco de cancro e doenças coronárias que são as causas maiores de morte na Inglaterra. O Professor Carlo Leifert, coordenador deste projecto apoiado pela União Europeia, declarou que as diferenças eram tais que uma quantidade menor do que a actualmente recomendada seria suficiente para fornecer os nutrientes necessários.O governo ingês e a Foods Standard Agency afirmavam não haver diferença entre as duas fileiras de produção mas agora, face aos resultados do estudo, a Agência está a rever o assunto para decidir se altera a sua posição.

A experiência, levada a cabo numa herdade de mais de 700 hectares ligada à Universidad