Veja este vídeo com atenção, vá ao Quental e faça as suas compras de produtos biológicos , poupando tempo e dinheiro. A sua saúde agradece e o planeta também.
16 11 2008Comentários : Leave a Comment »
Categorias : agricultura biológica
Agricultura biológica é uma aposta da Câmara Municipal de Penela
10 10 2008Em marcha está um projecto educativo dedicado a este modo de produção. Para já, o Mercado Familiar e Tradicional, mensal, vai para a terceira edição.
A agricultora Maria Isilda Ferreira, de 60 anos, não quis desperdiçar as sobras da horta e da vinha, por isso decidiu vendê-las no Mercado Familiar e Tradicional de Penela. O certame decorreu ontem, em pleno centro histórico, pela segunda vez, com a participação maioritária de pequenos produtores do concelho.
Os produtos são cultivados de modo biológico, sem recurso a pesticidas ou hormonas – o feijão, as cebolas e a alface de Maria Isilda, por exemplo, cresceram a partir de estrume de vaca -, mas não possuem certificação. A autarquia pretende alterar isso, como explica o coordenador do Gabinete de Desenvolvimento Rural, João Amílcar: “A meta é conseguir que alguns dos produtores se certifiquem”.
FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica
O mercado mensal não foi a única iniciativa do poder local para incentivar a produção agrícola de qualidade na região. A autarquia lançou, também, o programa FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica, destinado a promover o gosto por esse modo de produção, inclusive nos mais novos. A estreia do FACE deu-se em Junho, com a criação de uma espécie de campo de trabalho, na aldeia de xisto Ferraria de São João, dirigido a jovens dos 15 aos 18 anos. Teve tanto êxito que já se prevêem outras iniciativas no seu âmbito. Em Dezembro, o projecto deverá estender-se à população adulta, mas também à infância (dividindo-se em duas categorias: dos 6 aos 10 anos e dos 10 anos aos 13).
Mercado Familiar e Tradicional de Penela
Um dos objectivos do FACE é “desmistificar a ideia de que a agricultura é foleira e rude”, explica João Amílcar, alertando para a existência de vertentes atractivas a explorar, na área, como a compostagem ou o cultivo de ervas aromáticas. Por enquanto, o Mercado Familiar e Tradicional de Penela só disponibiliza cerca de um quarto de produtos biológicos certificados, estima João Amílcar. Provêm, essencialmente, de produtores das zonas limítrofes do concelho. O grande objectivo do mercado é permitir aos pequenos agricultores do concelho escoar os produtos que sobram. Mas há quem veja na terra outras potencialidades, como mostra a Associação Quinta das Pontes, dedicada à reabilitação de pessoas com doenças mentais. A agricultura biológica é uma das actividades ocupacionais que aquela entidade coloca ao dispor dos utentes. Diz a assistente social Catarina Pereira que, para eles, o cultivo dos produtos agrícolas em cima da banca são uma terapia. Fonte Bombeiros Voluntários de Penela- 17-8-2008
Comentários : 1 Comentário »
Categorias : Notícias
Agricultura Urbana no Bairro do Ingote (Coimbra)
8 10 2008Hortas com gente dentro
Escrito por Iolanda Chaves (Veja aqui o seu excelente Blog)
As “Hortas do Ingote”, criadas em 2004, foram a solução encontrada pela Câmara Municipal de Coimbra para regularizar a actividade agrícola que vinha sendo praticada de forma desregrada no local. O projecto foi posto de pé ao abrigo de um protocolo entre a autarquia e a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC). O balanço é positivo e os impulsionadores da ideia defendem o seu alargamento a outros locais da cidade. O “Campeão” foi ao encontro dos novos agricultores urbanos e registou histórias de gente que luta pela normalidade num meio adverso
Habituámo-nos a ouvir falar do Bairro do Ingote pelas piores razões. Toxicodependência e outras situações marginais não são rótulos, são, infelizmente, realidades, que o tornam num dos aglomerados populacionais preocupantes de Coimbra.
Lugar onde se cultiva o bem
Talvez por essa ideia enevoada que temos do local, se explique a sensação que sentimos ao vermos as hortas, pela primeira vez. Foi como se tivéssemos entrado num cantinho do paraíso. Um silêncio, quebrado apenas pelo canto primaveril dos pássaros, fez-nos sentir num lugar onde, mais do que couves, favas, cenouras e flores, se cultiva o bem.
Quando as máquinas da Câmara mandaram abaixo as pequenas produções hortícolas e pecuárias que durante duas décadas existiram no Ingote em terrenos baldios, adjacentes aos prédios, provocaram a indignação e a tristeza de quem sentia esses pedaços de terra como seus e a eles se dedicavam de corpo e alma.
Maria Clara Lopes era uma dessas pessoas. Trabalhava na fábrica de confecções Ideal e nas horas vagas cultivava hortaliças e criava galinhas, coelhos e cabras, numa pequena parcela de terreno cercada de silvas. Assim o fez durante quase duas décadas. “Clandestino? Aquilo não era clandestino. Toda a gente sabia…”, diz.
Por iniciativa própria, desistiu da criação de animais. Começou a ser alvo de roubo e o trabalho deixou de compensar. Tempos depois, viu-se forçada a abandonar o terreno. Teve pena, mas não baixou os braços. Ao ser informada das hortas que a Câmara tinha para distribuir pelos moradores interessados, foi uma das candidatas da primeira fase e foi seleccionada.
No talhão de que é responsável planta um pouco de tudo, desde flores de várias qualidades a couves, brócolos, cenouras, favas e outros legumes. Pratica agricultura por gosto e porque o contacto com a terra e as plantas lhe alivia o stress.
“Enquanto aqui estou, sinto-me bem. Esqueço-me das coisas más da vida e nunca mais tive de comprar legumes na mercearia. Tenho para mim e para quem pedir”, salienta. Naquele dia, queixava-se de dores nas costas devido a uma queda e só pedia saúde para trabalhar a terra como antigamente.
A horta de Maria Clara está num terreno dividido em cinco talhões. A porta da vedação que separa as hortas do caminho em terra batida de acesso ao depósito da água, revela sinais de arrombamento e ela queixa-se de ainda não ter sido arranjada. O bom entendimento entre vizinhos é evidenciado por esta mulher de 59 anos, que nos apresenta outros dois agricultores que no momento cuidavam das respectivas hortas.
“É tudo de agricultura biológica”
António Serra, de 65 anos, pedreiro reformado, apressa-se a dizer que nasceu e foi criado num meio rural e isso vê-se. Naquele talhão, não há um bocado de terra que não tenha qualquer coisa semeada ou plantada, ou em vias de o ser. O que não cabe no chão, é plantado em vasos para mais tarde ser transplantado.
Cultiva alface, tomate, pepinos, favas, ervilhas, cenouras, courgettes e batatas. Garante-nos que também produz meloas e melancias, muito deliciosas. De caminho, dá-nos a cheirar as variedades de hortelã que cultiva e surpreende-nos com umas couves de se lhe tirar o chapéu. “São bonitas, não são? É tudo de agricultura biológica. Não sei se sabe, mas aqui não podemos usar químicos! Fazemos como nos ensinaram. Quando limpamos o terreno, juntamos todos os restos para compostagem e é com isso que alimentamos a terra”, sublinha.
Na parcela ao lado, José Carlos Martins, funcionário da ERSUC, também nos mostra, com orgulho, os resultados dos trabalhos hortícolas que realiza depois de uma noite na recolha do lixo. Com 37 anos, foge à média de idades dos restantes agricultores que ronda os 59 anos. Gosta de cultivar e admite que tira dali parte do sustento familiar, em géneros. A mulher ajuda-o, especialmente no cultivo das flores.
Nas traseiras do bairro velho, funciona outro lote de hortas, semelhante ao outro. Cada talhão dispõe de uma estrutura de compostagem, arrecadação e contador de água. Aí fomos encontrar Vítor Coelho, um verdadeiro homem dos “sete ofícios”. Profissionalmente, foi técnico responsável de electricidade, dirigente e funcionário do sindicato dos electricistas. É presidente da Associação de Dadores de Sangue, da qual é fundador, e dirigente da Associação Cigana e é ainda o actual massagista da equipa de Góis que milita na Divisão de Honra.
“A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”
A tudo isto, junta-se a particularidade de, aos 60 anos, ser agricultor nas horas vagas. Encara a horta como um prolongamento da sua própria casa. Por isso, o tempo que lhe dedica é dividido entre o cultivo e a personalização do espaço.
Ao excesso de pedras respondeu com engenho e arte. Fez calçadas nas zonas de passagem e construiu um canteiro para o salgueiro antigo que lhe coube no talhão. A habilidade de Vítor levou-o a criar um acolhedor pátio, com mesa e cadeiras de plástico, sob uma latada por onde treparão videiras estrategicamente plantadas, que começam agora a despontar.
São desaconselhados adereços de plástico (para além da tina azul, comum a todos os talhões, que armazena as águas pluviais), mas Vítor entende que o mobiliário de jardim é essencial para, de vez em quando, reunir os amigos numa animada bucha. “Qual é o mal?”, questiona, sabendo que já foi criticado por isso. A completar o cenário, gostaria de ter uns pássaros. Como isso não lhe é permitido, contenta-se com a companhia dos passarinhos que o visitam de vez em quando.
Quem o visita também (a ele e a todos os outros agricultores) é a técnica contratada para fazer o acompanhamento das hortas. “A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”, adianta.
Saltam à vista as árvores bonsai.
Não muito distante dali, fica o pequeno domínio de Joaquim Gomes. Este antigo funcionário da extinta Refere, que sofreu na pele o drama do desemprego, também praticou agricultura no Ingote de forma clandestina durante vinte anos. No início duvidou do sucesso das hortas. Ainda que tenha alguns aspectos negativos a apontar, está, de um modo geral, satisfeito com esta oportunidade, ao ponto de defender a criação de outros talhões.
Lamenta sobretudo a má qualidade da terra e o trabalho acrescido que isso implica. “Isto era só pedra. O que se gasta aqui não compensa, mas faço uma coisa de que gosto”. Outra coisa que o preocupa, é o facto de a água gasta ainda não ter sido facturada. Para já, só tem pago a renda anual de 30 euros.
Saltam à vista as árvores bonsai. Joaquim revela-se um entusiasta e conhecedor desta arte de jardinagem japonesa. Segundo disse à nossa reportagem, “ao contrário do que se diz” estas árvores anãs, criadas em pequenos vasos, preferem estar ao ar livre e não dentro de casa, tal como ele, que prefere a liberdade da horta à sensação de clausura dos cafés.
Nas hortas do Ingote, encontrámos gente que cultiva a terra porque gosta, gente que precisa de um pouco de paz e gente que precisa de algo mais do que batatas para pôr na sopa, enfim, gente que só quer ter uma vida normal. Ainda que não sejam os melhores terrenos para a prática da agricultura, aqueles pedaços de chão estão a cumprir, com certeza, uma função nobre.
Gouveia Monteiro defende expansão das hortas pela cidade
O vereador Gouveia Monteiro, eleito pela CDU, foi o impulsionador do projecto das Hortas do Ingote enquanto detentor do pelouro da habitação e do desenvolvimento social.
O autarca faz um balanço “francamente positivo” do que tem sido feito até ao momento e espera que a ideia seja estendida a outras zonas da cidade. Em reunião camarária apontou a Vala da Arregaça como um dos locais a ensaiar.
Relativamente aos talhões que não chegaram a ser utilizados, adiantou à nossa reportagem que será aberta nova candidatura e os seus utentes já foram notificados nesse sentido. Não está, contudo, previsto o aumento do tamanho dos talhões. No contexto, e evocando a ESAC, o vereador diz que as dimensões actuais são as mais aconselháveis.
O vereador tem conhecimento de outras hortas, ditas clandestinas, e essa é, na sua opinião, prova de que a necessidade existe e de que o tipo de intervenção iniciado pela autarquia tem razão de ser. Algumas dessas áreas de cultivo desregradas estão em terrenos do futuro Centro Cívico do Planalto do Ingote (que vai proporcionar um novo equipamento desportivo, cultural, cívico e residencial), não havendo em princípio espaço para esse tipo de utilização.
E para que não haja dúvidas, esclarece que os talhões camarários, “estão em domínio municipal e está assumido que não serão afectados a qualquer tipo de construção”.
O facto de a água não ter sido facturada até ao momento preocupa os agricultores e o vereador também. “Infelizmente, a questão da água não depende de mim, mas sim da Águas de Coimbra e do sector financeiro da Câmara. Também estou preocupado com a demora e julgo que a solução poderá ser, quando a facturação for finalmente feita, criar uma espécie de fundo de investimento em melhoramentos das Hortas”, adianta.
Questionado acerca do futuro desta iniciativa quando cessar funções camarárias, responde: “Os vereadores passam e as ideias, quando são boas, ficam. A minha confiança inabalável é na força organizada dos homens e mulheres para defender as boas ideias. Está nas suas mãos”.
A experiência das “Hortas do Ingote” foi falada em Fevereiro passado numa conferência mundial, em Porto Alegre, no Brasil, pelo Grupo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Urbana Sustentável (GRAU) da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), parceiro técnico da autarquia conimbricense neste projecto.
Miguel Malta e Daniela Santos são dois dos rostos do GRAU, com quem falámos e nos deram conta dos objectivos deste núcleo de investigação da escola agrária de Bencanta. Deram formação aos agricultores, puseram as hortas a funcionar e asseguram a presença de uma técnica no terreno em permanência no terreno.
São os primeiros a reconhecerem que os terrenos onde estão as hortas não são os mais adequados, mas encararam isso como um desafio aos conhecimentos que têm. Adequaram as propostas técnicas à realidade e fazem um balanço positivo do que tem sido feito até ao momento.
Levar a agricultura urbana a outros locais da cidade é um objectivo que o GRAU tenciona levar adiante, com a ajuda de parceiros. A Câmara tem-no sido até agora e esperam que assim continue. A Junta de Freguesia de S. Martinho do Bispo é outro parceiro na calha para um projecto de hortas a breve prazo.
Ainda este ano, o GRAU, que está a fazer das “Hortas do Ingote” um caso de estudo, conta fazer um seminário, em Coimbra, baseado neste projecto. Notícia do Campeão das Províncias em Março de 2008.
Nota do Quental Biológico- Daremos todo o apoio a esta e outras iniciativas do género, através da divulgação na nossa página e no nosso estabelecimento. Por exemplo no Choupal!
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Notícias
Guimarães oferece hortas para cultivar alimentos biológicos
5 10 2008Retirado do álbum fotográfico de Rui Martins do “Olhares”
Os campos, em tempos cultivados pelos proprietários, estavam agora «a monte».
«A câmara decidiu fazer uma horta pedagógica e biológica nos terrenos não cultivados para permitir uma maior educação ambiental mas também para que os habitantes da cidade possam cultivar produtos para depois consumir», referiu ainda o vereador.
A Horta está dividida em pequenas parcelas delimitadas por caminhos e regatos, apresentando várias actividades ligadas à agricultura e à educação ambiental.
Com uma área de três hectares, as hortas cedidas pela câmara têm áreas que vão dos 50 aos 100 metros quadrados e o contrato de cedência tem a validade de um ano.
Até que todos os espaços estejam entregues à população, os serviços camarários estão a cultivar legumes, fruta e ervas aromáticas.
«Os produtos serão entregues a uma cooperativa de solidariedade para que façam parte do banco alimentar e possam ser entregues a famílias carenciadas», frisou Costa e Silva. Notícia do Diário Digital.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Notícias
Chícharo uma leguminosa virtuosa em Alvaiázere
2 10 2008
Rissóis de chícharo
Recheio 500g de chícharo, 500g de açúcar amarelo, um pau de canela, casca de limão. Massa 500g de farinha, uma chávena de vinho branco, meia chávena de gordura vegetal e meia chávena de água morna e sal. Coza o chícharo, tire a pele e passe pelo passe-vite. Num tacho, junte ao puré de chícharo o açúcar, a canela e a casca de limão. Vá mexendo, em lume brando, até formar ponto (cerca de dez minutos). Retire do tacho para um pirex pouco fundo e deixe arrefecer bem. Para a massa, junte muito bem todos os ingredientes e prepare uma massa elástica, mas não pegajosa. Estenda a massa em camadas finas, deite uma colher do recheio, cubra com outra camada e frite. Receita de Maria Lurdes Dias Miguel – Ansião
Chícharos com Bacalhau Assado
Cebola, azeite, ovos, chicharos, miolinhos de broa, bacalhau assado Na véspera dos chicharos serem cozinhados, são escolhidos para dentro de um alguidar e cobrem-se de água abundante e ficam de molho uma noite. Em seguida cozem-se como se fossem feijões, depois de cozidos deitam-se num prato com miolinhos de broa e cebola crua picada.
Baldeiam-se (misturam-se) e estão prontos a comer. In, Cozinhas das Avós.
Sopa de chícharos
Chícharos, Sal, Batatas, Azeite, Couve Na véspera, colocam-se os chícharos de molho. No próprio dia, numa panela com água e sal, põem-se a cozer os chicharos com batatas;quando estiverem quase cozidos, as couves e o azeite. Quando estiver quase cozido, rectifica-se de sal.
Chícharada
1/2Kg de chícharos; 2 colheres de sopa de margarina, 2 cebolas, 1 dl de azeite, 6 dentes de alho, 700gr de carne entremeada, 600gr de pá de porco, 1 chouriço de carne, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 farinheira, 1 morcela, sal, piripiri e cravinho q.b. Coloque o chicharo em água no dia anterior. Cozer em panela de pressão durante 20 minutos.
Picar a cebola e os alhos para um tacho e alourar com o azeite e margarina.
Retirar a pele grossa à carne entremeada e corte-a aos pedaços. Junte ao refogado assim como a pá de porco partida aos pedaços. Deixe a carne alourar. Junte o chouriço de carne e as cenouras, ambos cortados às rodelas. Adicione a salsa e o louro.
Regue com um copo de água e tempere com sal, piripiri e uma pitada de cravinho.
Tape e deixe cozer.
Quando a carne estiver tenra, junte o chicharo, mexa e deixe apurar.
À parte, coza uma farinheira e a morcela. Corte-os em rodelas e misture à chciharada depois de pronta. Acompanhe com arroz branco. Nota: Em vez de carnes pode utilizar os nossos produtos vegetarianos.
Pudim de Chícharo
200 g de chícharo demolhado de um dia para o outro; 500 g de açúcar amarelo; 50 g de manteiga; 8 gemas; claras; raspa de meio limão; açúcar para caramelizar a forma. Escorra os chícaros cozidos, depois de demolhados de um dia para o outro, e reduza a puré. Leve ao lume o açúcar com um pouco de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Junte o chícharo à calda do açúcar. Mexa bem. Bata as gemas com as claras e junte-as em fio ao puré de chícharo. Junte a manteiga e a raspa de limão. Leve de novo ao lume, mexendo sempre bem, até engrossar. Leve o preparado ao forno, em forma caramelizada e deixe cozer em banho-maria. Desenforme e deixe cozer em banho-maria.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Sabores intemporais reencontrados
O Chícharo
1 10 2008
Muito úteis em Agricultura Biológica
A origem da sua utilização perde-se na voragem do tempo; certo é que os romanos já a cultivavam, e poderá ter sido trazida por estes do Norte de Africa. Os chicharros (Lathyrus sativus) são cultivados também para forragem animal. Têm ainda a capacidade de captar o azoto atmosférico para o solo no final do ciclo vegetativo, assim fertilizam o terreno onde são cultivadas, sendo bastante interessantes nas rotações praticadas na Agricultura Biológica. A partir do século XVI com a descoberta dos portugueses da América, deu-se início a proliferação no Velho Continente de importantes produtos que viriam a transformar os nossos hábitos alimentares, nomeadamente o milho, tomate, batata, feijão e tantas outras plantas comestíveis. As leguminosas que os portugueses utilizavam eram a fava, a ervilha (estas apenas na Primavera), o grão-de-bico, a lentilha, o tremoço (e tremocilho) e o chícharo. Com a introdução das diversas tipologias de feijão, o chícharo foi esquecido, sendo empurrado para a alimentação animal tornando-se a leguminosa sinónima de “comida dos pobres”.
É uma leguminosa muito versátil na cozinha; de gosto macio, desenfastiante, refinado – uma verdadeira surpresa para quem nunca o experimentou. Pode ser comido substituindo as outras leguminosas (também é preciso demolhar de um dia para o outro); outrora importantes na alimentação das populações das serras calcárias de Sicó-Alvaíazere, parcas em água, estão agora a ser promovidas, em sua honra e proveito, no famoso festival gastronómico de Alvaiázere que decorre todos os anos em Outubro. Da leguminosa aponta-se um aspecto negativo; quando representa uma grande proporção na alimentação (diária (superior a 30%) e durante, várias semanas ou meses, pode levar ao aparecimento de uma doença chamada latrinismo -um síndrome neurológico que se caracteriza por uma rigidez muscular e paralisia dos membros inferiores.
Este pitéu pode ser apreciado através de uma grande variedade de receitas: migas de chícharo, a chicharada- uma espécie de feijoada, mas sem feijão, a sopa de chícharo, cozida com abóbora, com couves miudinhas e broa ou ainda em doçaria, pudim, tartes e compotas.
Actualmente é muito procurada por vegetarianos, vegans e macrobióticos, sendo rica em flavonóides, enzimas e prótidos. O chícharo foi e será um dos elementos mais importantes da cozinha mediterrânea, tendo a ele associadas imensas propriedades terapêuticas. É recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos, dores nos joelhos, músculos, anemia e diabetes. É considerado um excelente diurético, sendo-lhe popularmente atribuídas características afrodisíacas.
Nota: O Quental Biológico, em Coimbra, tem a sua disposição chícharos de Agricultura Tradicional. Apoie, com a nossa colaboração, a região das Serras de Sicó-Alvaiázere. (Re)descubra o sabor desta leguminosa.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Sabores intemporais reencontrados
Receitas de chícharos
1 10 2008Rissóis de chícharo
Recheio 500g de chícharo, 500g de açúcar amarelo, um pau de canela, casca de limão. Massa 500g de farinha, uma chávena de vinho branco, meia chávena de gordura vegetal e meia chávena de água morna e sal. Coza o chícharo, tire a pele e passe pelo passe-vite. Num tacho, junte ao puré de chícharo o açúcar, a canela e a casca de limão. Vá mexendo, em lume brando, até formar ponto (cerca de dez minutos). Retire do tacho para um pirex pouco fundo e deixe arrefecer bem. Para a massa, junte muito bem todos os ingredientes e prepare uma massa elástica, mas não pegajosa. Estenda a massa em camadas finas, deite uma colher do recheio, cubra com outra camada e frite. Receita de Maria Lurdes Dias Miguel – Ansião
Chícharos com Bacalhau Assado
Cebola, azeite, ovos, chicharos, miolinhos de broa, bacalhau assado Na véspera dos chicharos serem cozinhados, são escolhidos para dentro de um alguidar e cobrem-se de água abundante e ficam de molho uma noite. Em seguida cozem-se como se fossem feijões, depois de cozidos deitam-se num prato com miolinhos de broa e cebola crua picada.
Baldeiam-se (misturam-se) e estão prontos a comer. In, Cozinhas das Avós.
Sopa de chícharos
Chícharos, Sal, Batatas, Azeite, Couve Na véspera, colocam-se os chícharos de molho. No próprio dia, numa panela com água e sal, põem-se a cozer os chicharos com batatas;quando estiverem quase cozidos, as couves e o azeite. Quando estiver quase cozido, rectifica-se de sal.
Chícharada
1/2Kg de chícharos; 2 colheres de sopa de margarina, 2 cebolas, 1 dl de azeite, 6 dentes de alho, 700gr de carne entremeada, 600gr de pá de porco, 1 chouriço de carne, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 farinheira, 1 morcela, sal, piripiri e cravinho q.b. Coloque o chicharo em água no dia anterior. Cozer em panela de pressão durante 20 minutos.
Picar a cebola e os alhos para um tacho e alourar com o azeite e margarina.
Retirar a pele grossa à carne entremeada e corte-a aos pedaços. Junte ao refogado assim como a pá de porco partida aos pedaços. Deixe a carne alourar. Junte o chouriço de carne e as cenouras, ambos cortados às rodelas. Adicione a salsa e o louro.
Regue com um copo de água e tempere com sal, piripiri e uma pitada de cravinho.
Tape e deixe cozer.
Quando a carne estiver tenra, junte o chicharo, mexa e deixe apurar.
À parte, coza uma farinheira e a morcela. Corte-os em rodelas e misture à chciharada depois de pronta. Acompanhe com arroz branco. Nota: Em vez de carnes pode utilizar os nossos produtos vegetarianos.
Pudim de Chícharo
200 g de chícharo demolhado de um dia para o outro; 500 g de açúcar amarelo; 50 g de manteiga; 8 gemas; claras; raspa de meio limão; açúcar para caramelizar a forma. Escorra os chícaros cozidos, depois de demolhados de um dia para o outro, e reduza a puré. Leve ao lume o açúcar com um pouco de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Junte o chícharo à calda do açúcar. Mexa bem. Bata as gemas com as claras e junte-as em fio ao puré de chícharo. Junte a manteiga e a raspa de limão. Leve de novo ao lume, mexendo sempre bem, até engrossar. Leve o preparado ao forno, em forma caramelizada e deixe cozer em banho-maria. Desenforme e deixe cozer em banho-maria.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Sabores intemporais reencontrados
14 Alimentos de Agricultura Biológica que rejuvenescem
17 09 2008Sabia que o chocolate preto é um deles? Descubra os outros!De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas anualmente através da alimentação, e nada mais.O segredo da eterna juventude encontra-se na nossa despensa. Basta modificarmos os nossos hábitos para vivermos mais anos e em melhores condições de saúde e bem-estar. Tome nota.Neste artigo vamos falar-lhe de alimentos que, apesar de não evitarem a morte, prolongam a vida! Na verdade, e segundo os especialistas da área de nutrição, é possível prevenir uma série de problemas com base numa alimentação correcta e equilibrada, entre eles, o cancro, problemas de ossos, de visão…Vegetais, fruta, peixe e até chocolate! São alguns dos alimentos que, para além de a manterem saudável, lhe dão anos de vida. Saiba, um a um, quais os alimentos que a mantêm jovem por dentro e por fora!
1. Quivi
Originário da China, contém ácido propeolítico, que melhora a circulação e a ajuda a combater o chamado mau colesterol (LDL). Possui uma enzima chamada actidina, que ajuda a digerir as proteínas. O seu conteúdo elevado de vitamina C ajuda a prevenir constipações. A vitamina C é um antioxidante que elimina os radicais livres e desempenha um papel fundamental no combate ao envellhecimento. Contém uma quantidade considerável de fibra, potássio, ferro, fósforo, cálcio, magnésio e crómio, que têm um papel muito importante na prevenção de doenças cardíacas.
2. Abacate
Tem 10 vitaminas, entre elas, a vitamina E e o ácido fólico (B9), e glutatião, um derivado proteico com acção antioxidante (combate a degeneração celular).Contém 10 ácidos gordos, dos quais cinco são mono e poli-insaturados, com destaque para o ómega-9, ómega-7, ómega-6 e ómega-3, sendo este último protector contra o cancro. Também contém sitosterol, que previne a acumulação de colesterol. Possui, para além disso, aminoácidos essenciais (arginina, fenilalanina, lisina…), fundamentais ao normal funcionamento do organismo.
3. Tomate
Para além de estar bem provido de vitaminas, minerais e flavonóides, contém licopeno, um dos antioxidantes mais poderosos, que lhe dá a cor vermelha e tem “um papel antioxidante activo na degenerescência celular que conduz ao envelhecimento”, explica o nutricionista Tiago Osório de Barros.Fortalece as paredes celulares, depura o organismo de substâncias tóxicas e aumenta as defesas.Previne o aparecimento de doenças do coração e dos seus vasos sanguíneos, é benéfico para a visão e melhora a saúde do sistema nervoso.
4. Brócolos
O zinco que contêm favorece a função da próstata e a qualidade do esperma. Muito ricos em luteína, reduzem ligeiramente os efeitos da degenerescência macular da idade (DMI).São ideiais para grávidas, convalescentes, pessoas anémicas, etc… por causa do elevado aporte de ácido fólico e ferro. Actuam como fitoestrogénios na menopausa (tal como a soja).
5. Espinafres
Têm provitamina A e vitaminas C e E, todas elas antioxidantes. São uma fonte inesgotável de vitaminas do grupo B, como folatos, B2, B6, B3 e B1, que possuem uma acção anti-envelhecimento pelo seu papel como co-factores enzimáticos.Relativamente ao seu conteúdo mineral, os espinafres são ricos em ferro, magnésio, potássio, sódio, fósforo e iodo. Para além das vitaminas, são ricos noutras substâncias antioxidantes como o glutatião, os ácidos ferúlico, o cafeico e o beta-cumárico e carotenóides.
6. Soja
Contém vitaminas A e E, e três do grupo B (B1, B2 e B5). A vitamina ajuda a conservar os epitélios celulares, que revestem as superfícies do corpo e dos órgãos. A vitamina E tem um efeito antioxidante, combatendo os radicais livres.Possui mais minerais do que qualquer outra leguminosa, sobretudo potássio e fósforo. A relação cálcio-fósforo é essencial para uma boa estrutura óssea. O potássio tem uma importante acção a nível muscular.Ajuda a prevenir alguns tipos de cancro, sobretudo na mulher após a menopausa. Alivia os sintomas da menopausa.
7. Frutos secos
Contêm proteínas (entre 14% e 19%), vitaminas do grupo B, aminoácidos, minerais, ácidos gordos poliinsaturados (nozes), ácidos gordos monoinsaturados e fibra.Segundo Tiago Osório de Barros, “as proteínas são imprescindíveis na preservação e formação das estruturas musculares”. As amêndoas, as nozes e as avelãs são as que têm melhores propriedades antioxidantes por causa da sua maior concentração em vitaminas.
8. Chocolate preto
Tem uma grande actividade antioxidante graças aos seus flavonóides, combatendo os sinais do envelhecimento.Beneficia a dilatação das artérias e o aumento do seu diâmetro. Para além disso, diminui a rigidez aórtica em cerca de 7%. Actua como um antiplaquetário eficaz, prevenindo a formação de trombos.Estimula as funções cerebrais graças à fenetilamina, um alcalóide que actua como neurotransmissor cerebral.
9. Alho
Tem propriedades anti-sépticas, antifúngicas e antimicrobianas, melhorando a resposta a vírus e bactérias e fungos.Tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, contribuindo para reduzir o envelhecimento e a degeneração celular, que está na origem de alguns tipos de cancro.Ajuda a reduzir os níveis elevados de pressão arterial. Reduz o chamado mau colesterol (LDL), aumenta o colesterol bom e previne problemas de disfunção eréctil no homem.
10. Azeite virgem (e azeitonas)
Tem um alto teor de ácido oleico, uma gordura monoinsaturada rica em vitaminas A, D, K e, especialmente, em E, que actuam como antioxidantes.Reduz o risco de doenças cardiovasculares e controla a tensão arterial. Favorece a absorção de cálcio, fósforo, magnésio e zinco, tendo por isso um papel importante ao nível da formação e manutenção de ossos fortes e saudáveis.
11. Peixe azul
Prolonga a vida das nossas artérias graças aos seus ácidos poli-insaturados (sobretudo o ómega-3), muito benéficos para o sistema cardiovascular. É rico em minerais e vitaminas, tendo, portanto, uma boa acção antioxidante.Tem único senão. As espécies provenientes de águas poluídas (sobretudo as que andam menos á superfície) contém mercúrio, um metal pesado que se for ingerido de forma crónica é prejudicial para o organismo.O mais recomendável é ingerir peixe entre quatro a cinco vezes por semana e variar o mais possível as espécies: cavala, sardinhas, salmão, atum, truta, anchovas, arenque…
12. Chá verde
Esta bebida é apreciada há mais de 5.000 anos nas culturas orientais. É rica em polifenóis, bioflavonóides e vitaminas A, C e E, o que a torna num elixir antioxidante e anticancerígeno.Reforça o sistema imunitário, protegendo o organismo de bactérias e vírus prejudiciais. Ajuda a reduzir a gordura corporal e previne as doenças cardíacas. Regula o nível de colesterol.
13. Mel
Os seus minerais são assimilados directamente e contribuem para a manutenção do esqueleto (cálcio) e para a regeneração do sangue (ferro).Tem um alto poder nutritivo, pelo que é um substituto ideal do açúcar industrial ou refinado. As suas enzimas facilitam a boa assimilação de outros alimentos.É um bom remédio contra a fadiga, pelo fornecimento de hidratos de carbono de absorção rápida e pela fácil reposição das reservas gastas.
14. Cebola
É uma boa fonte de fibra, vitaminas e minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. É rica em compostos enxofrados, que fazem parte do seu óleo essencial e que actuam sobre as vias respiratórias, melhorando a expectoração.Para além das vitaminas C e E, contém flavonóides, entre os quais se destacam as antocianinas e a quercetina, todos eles compostos antioxidantes.
Nota: A única mercearia de Agricultura Biológica em Coimbra, tem constantemente estes alimentos frescos (excepto o peixe); falamos é claro do Quental Biológico !
Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Tiago Osório de Barros (nutricionista no Espaço Qualidade e Saúde, em Lisboa). A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir.
Comentários : 1 Comentário »
Categorias : Crónicas e artigos
11 vantagens em consumir produtos de Agricultura Biológica no Quentalbiológico
16 09 20081-Os produtos de Agricultura Ecológica, têm um valor nutricional superior aos produtos agrícolas convencionais
O teor em fibras, hidratos de carbono, aminoácidos essenciais, minerais, vitaminas e antioxidantes é muito mais elevado do que nos alimentos produzidos em modo de agricultura convencional.
2- São amigos do ambiente
Não contribuem para a contaminação dos solos, águas ou atmosfera; porque não utilizam pesticidas nem adubos com produtos químicos de síntese.
3-Têm um sabor mais rico, devido ao menor teor de água
4- São melhores para a saúde
Porque são isentos de herbicidas, fungicidas ou insecticidas, que muitos estudos consideram estar ligados a muitas das doenças modernas como cancro, alergias ou infertilidade.
5-Permitem o desenvolvimento agrícola local e regional com criação de empregos
Ao adquirir produtos de Agricultura Biológica, possibilita que os terrenos agrícolas não sejam abandonados ou que outros sejam ocupados. Pode deste modo criar confiança para o desenvolvimento da agricultura e do mundo rural, contradizendo o fatalismo do abandono, que teima em contagiar a nossa paisagem.
6- Compras mais rápidas com estacionamento à porta do estabelecimento comercial
Neste mundo em que escasseia o tempo, nada melhor de fazermos todas as nossas compras com a menor demora possível. As grandes superfícies comerciais são locais de filas extensas, ambientes saturados e locais despersonalizados; perde-se destas maneira tempo, dinheiro – porque temos sempre mais uma compra desnecessária para efectuar e brandura.
7-Temos uma vasta selecção de Produtos Biológicos
No Quental Biológico, os clientes podem encontrar frutas e vegetais frescos, recebidos diariamente. Para além destes produtos, a loja dispõe ainda de cereais, leguminosas, sementes, vinhos, alimentação vegetariana e macrobiótica, alimentação para bebés, plantas aromáticas e medicinais, cosméticos, produtos de limpeza ecológicos e bebidas. Apenas não temos carne, peixe e falsos medicamentos “naturais” que não têm estudos fiáveis em relação às indicações e à relação custo benefício.
8-Atendimento personalizado
O que não temos basta reservar sem qualquer custo adicional e obterá com a maior celeridade o produto pretendido.
9-Temos para si sabores raros originários do nosso País
Para além de produtos originários de países distantes (por exemplo cogumelos Shii-Take), temos ainda os nossos sabores que tem sido esquecidos na nossa alimentação. (Exemplos: pastinaca, topinambo, feijoca, chícharos, morugem, medronhos…). É tempo de os (re)descobrir.
10-Temos um cabaz 100% de Agricultura Biológica
Para além da venda directa na loja, a Quental Biológico efectua entregas ao domicílio, nomeadamente o cabaz do Quental, composto por frutas e vegetais frescos de agricultura biológica, adequados ao gosto e necessidades do cliente. O cabaz garante aos clientes a frescura dos produtos e comodidade na aquisição.
11-Os produto são mais baratos a médio e longo prazo
Esqueça os preços absurdamente caros praticados nas grandes superfícies, a agricultura biológica que temos para si é apenas ligeiramente mais cara. No entanto a médio e longo prazo vai poupar muito dinheiro, porque no Quental não tem de fazer compras desnecessárias e porque melhora a sua saúde poupando assim em despesas médicas.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Notícias
Pela boca morre o peixe ou como consumir gato por lebre
16 09 2008
“Que a tua alimentação seja o teu melhor remédio”; ou “uma maçã por dia afasta-te dos médicos”, são ditados populares que continuam a ser verdadeiros.
A relação entre saúde e alimentação é uma constante da vida, o excesso, tal como a carência, encurtam-na.
Nos anos 70, do século passado, percebeu-se que os Nórdicos e os Norte Americanos tinham maior incidência de doença cardiovascular, quando comparado com os congéneres mediterrâneos. Avaliaram-se as diferenças entre as dietas e percebeu-se que os segundos comiam mais peixe “azul”, azeite, legumes e cereais. Ou seja, em termos técnicos as gorduras eram predominantemente mono insaturadas e, consequentemente, ricas em ómega 3. Por outro lado, alguns estudos colocaram em evidência a necessidade de comer fibras e gorduras não saturadas como forma de prevenir o cancro do intestino. Outros apontavam para os anti-oxidantes e vitaminas. Assistiu-se também à problemática do flúor, primeiro suplementa-se, depois duvida-se e finalmente retira-se.
Os “alicamentos”
O mote estava lançado para a indústria da alimentação, havia que identificar nos alimentos as substâncias, isolá-las, produzi-las e vendê-las em produtos de “alto valor para a saúde”.
A indústria alimentar percebeu que se os investigadores trouxessem para o grande público as conclusões dos estudos e se os media generalistas falassem do assunto de forma credível, bastaria então alguns biliões de euro em publicidade para vender o produto e arrecadar mais valias. Ganhariam os publicitários, a indústria, talvez os consumidores e indirectamente o estado previdência. Surgiu deste modo uma nova palavra no dicionário “os alicamentos”, ou seja, meio alimento, meio medicamento. Leite, ovos e iogurtes com ómega 3, sumos com vitaminas, produtos originalmente sem valor nutricional aos quais lhe são adicionadas proteínas e vitaminas, leites ou manteigas aos quais se tirou o máximo de gordura e depois se acrescentou gordura vegetal e cálcio, margarinas modificadas, as fibras, os bifidus activos ou os L. Casei, os pró active, etc. A ideia é convencer o consumidor que se pode alimentar e em simultâneo tratar, deitando para o lixo os comprimidos “altamente tóxicos para o equilíbrio humano”, podendo aderir sem reticências à comida de plástico sem que essa atitude crie deficiências.
Qual a vantagem de beber leite magro enriquecido em cálcio, se, em teoria, o leite meio gordo já deveria possuir idênticas concentrações? Fará sentido comer um ovo enriquecido em ómega 3, quando acompanhado de uma sarda cozida e azeite? Enriquecer os sumos com vitaminas se a fruta fresca as deve conter?
No Japão e nos EUA entraram na cadeia de distribuição mais de 2000 produtos diferentes que vão desde a pastilha elástica com vitaminas, às bolachas com colagéneo que prometem maravilhas dermatológicas.
Para todos os efeitos estes produtos são manipulados, retirando aquilo que se julga ser prejudicial associando-se o que se julga ser benéfico ou noutros casos apenas se associa e nada se retira. Mas podemos alimentar-nos exclusivamente deles?
Claro que não, porque por exemplo sem ómega 6 (presentes nas gorduras saturadas) o nosso sistema imunitário debilita-se. Nos anos 70 todos reagimos contra os aditivos e corantes adicionados aos alimentos. Davam-lhe melhor aspecto e permitiam maior duração, sabor e frescura. Mas as dúvidas e os abusos levaram à regulamentação e os pais, apavorados, começaram a olhar para as letras e números pequeninos nos rótulos das embalagens. O mesmo se devia ter passado há muito tempo com os “alicamentos”. A Comissão Europeia, preocupada exigiu que os países legislassem e alguns já o fizeram, outros (como o nosso) estão a fazê-lo.
Os consumidores já o deviam ter exigido há muito. Como sempre, aceitaram como verdade tudo o que a publicidade lhes vende.
Facto é que estes produtos são muito mais caros que os alimentos originais. Por outro lado, o consumo de alimentos variados e frescos, confeccionados de forma correcta, conseguem de forma equilibrada fornecer tudo quanto precisamos para viver, e bem.
Vamos exigir (e ainda bem) à indústria alimentar que nos diga se aquilo que nos vende é mesmo bom para saúde, mas quando iremos exigir à indústria que produz os medicamentos “naturais” (às vezes são apenas complexos vitamínicos) que apresente estudos fiáveis em relação às indicações e à relação custo benefício?
Para que se perceba o negócio, deixo como exemplo a Ginkgo Biloba, comercializada como produto “químico”, doseada a 40 mg custa 17 cêntimos por unidade, enquanto o mesmo produto “natural” doseado a 120 mg custa 41 cêntimos por unidade (em promoção). Preços semelhantes por grama, contudo a dose recomendada pelo Infarmed é de 40 mg três vezes por dia enquanto nas embalagens dos produtos “naturais” é de 120 mg três vezes ao dia, sem que este aumento de dose se reflicta em qualquer vantagem para o consumidor, excepto a económica – para quem vende, claro.
Chegou a altura de consumirmos a lebre e não o gato, distinguindo o trigo do joio.
Por: João Santiago Correia Fonte O Interior
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Crónicas e artigos
De 16 a 18 de Outubro de 2008 irá decorrer, em Toledo, a I Feira Hispano-Lusa de Agricultura Biológica, a Ecotalavera
16 09 2008
Esta Feira, organizada pela Fundación Talavera Ferial, aborda a Agricultura Biológica e todos os seus factores de produção e é dirigida a todos os sectores associados à cadeia de produção; indústria agro-alimentar e explorações agro-pecuárias.
O evento decorrerá nas novas instalações do Recinto Ferial de Talavera de al Reina, e, terá interesse também para as indústrias de rações; produtores de sementes e material vegetativo; indústrias de fertilizantes; laboratórios; centros de investigação; para industriais de maquinaria e equipamento agro-pecuário e florestal; para o sector da hotelaria e restauração; entidades públicas; organismos de certificação e para associações agrícolas e profissionais da mesma área.
Para mais informações clique aqui (Ecotalavera).
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Notícias
Bolo de Alfarroba
4 09 2008Ingredientes:
1 ch de farinha de trigo integral peneirada
2 c (sopa) de farinha de alfarroba
1 c (sobr) de fermento
1 c (café) de baunilha ou rum
4 ovos
1 dl de óleo de girassol
1 ch de frutose ou açucar
1 dl de leite magro ou bebida de soja
1 ch de nozes picadas
Variações:
Deixar as uvas passas de molho no rum e acrescentar na massa antes de colocar na forma, misturando com uma colher.
Tarte de Alfarroba
Ingredientes:
Para 14 fatias
Massa 130 gr farinha trigo 3 (colheres sopa) de banha porco q.b. sal 14 (colheres sopa) de água. Recheio 140 gr de açúcar 100 gr de amêndoa 6 ovos inteiros 75 gr farinha de alfarroba.
Para preparar a massa: ferva a água, com um pouco de sal e a banha.
Acrescente de uma só vez, mexendo sempre até a massa se soltar e formar uma bola.
Coloque a massa sobre uma travessa e deixe arrefecer.
Polvilhe a mesa de cozinha com um pouco de farinha e com um rolo estenda a massa até ficar uma placa com mais ou menos 2 cm de espessura.
Forre uma forma de fundo solto.
Entretanto ligue o forno á temperatura de 180º. (forno médio)
Para preparar o recheio: bata as gemas com o açúcar até formar um creme homogéneo, junte a amêndoa e a farinha de alfarroba e misture tudo muito bem. Bata as claras em castelo e envolva na mistura anterior suavemente com a mão. Deite o preparado na forma e leve a cozer durante 50 minutos no forno. Aparentemente depois de confeccionada esta tarte parece uma tarte de chocolate, e não precisa de untar a forma com gordura pois a massa já contém a gordura suficiente.
Autoria do Chefe António Nobre
Hotel Cartuxa de Évora – Alentejo
NOTA: A farinha de alfarroba encontra-se à venda no Quental Biológico
Comentários : 3 Comentários »
Categorias : Receitas
Alfarroba- O cacau do algarve
4 09 2008A bela e vetusta alfarrobeira (Ceratonia siliqua L) encontra-se disseminada por toda a região do Algarve e no vale do Douro, sendo nativa da costa mediterrânica. O seu fruto é a “alfarroba” que deriva do vocábulo árabe al kharoubah; sendo por isso uma planta de clima mediterrânico.
Substituta do chocolate
É consumida como substituta do chocolate, com aparência idêntica e sabor mais suave. A alfarroba é uma vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor castanha e sabor adocicado, que mede em torno de 10 a 20 cm. Dentro dessa vagem encontram-se de 10 a 16 sementes ou quilates. A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. E uma das suas características únicas é o seu peso ser sempre igual!
À semente, donde é extraída a goma de elevada qualidade, tem múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética. Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa- tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.
Excelente valor nutricional
A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açucares naturais, 18% de fibra, 0,2-0,6% de gordura 4,5% de proteínas e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g), fósforo e vitaminas(muito rica em vitamina A, B1 e B2). Por outro lado, as características particulares dos seus taninos, levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.
O seu valor nutricional é excelente e pobre em gorduras. A sua farinha pode assim para substituir com vantagem o cacau (podendo-se elaborar mesmo tabletes de alfarroba, que substituem o chocolate) e confeccionar deliciosas doçarias (tartes, tortas, bolos, doces…). Este condimento tem sido utilizado com bastante sucesso na gastronomia algarvia. O pó de alfarroba, como substituto no leite, é verdadeiramente maravilhoso. Insisto, o leite com pó de alfarroba é uma iguaria única.
A alfarroba e o Quental Biológico
Temos a sua disposição, no Quental Biológico, farinha, pó e bolos deliciosos de Alfarroba, de produção biológica, e ainda receitas (pode ler algumas neste site ou então peça-nos directamente ou por e-mail). Ajude-nos a dar a conhecer a nossa querida Alfarrobeira.
Comentários : 3 Comentários »
Categorias : Sabores intemporais reencontrados
Os produtos de Agricultura biológica vendidos em Coimbra são utilizados na alimentação infantil
31 08 2008Cerca de metade das mães de crianças até aos cinco anos já utilizou produtos biológicos na alimentação dos filhos, revela um estudo realizado em Lisboa.
Estudo Slow Food: terá um lugar ao Sol ?
Segundo este estudo, realizado no distrito de Lisboa por finalistas de Medicina da Universidade de Lisboa, a utilização dos produtos biológicos “encontra -se já relativamente difundida”, com 49,9% das mães de crianças com idades entre um e cinco anos a afirmarem terem já utilizado produtos ecológicos na alimentação dos filhos.
Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos.
“No entanto, a utilização destes alimentos ainda não faz parte do quotidiano das mães, com cerca de um terço (36,5%) a utilizar apenas muito de vez em quando” e apenas dez por cento a utilizarem todos os dias, salientam os autores. Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos.
A análise realça ainda que 55,7% das mães “tinham um nível elevado de conhecimento sobre alimentação biológica” e que 77,8% das que não usavam actualmente este tipo de alimentos tinham a intenção de os usar no futuro.
Segundo este trabalho, 90% das inquiridas que já usaram alimentos biológicos fizeram-no devido aos “benefícios para a saúde” e 62,3% consideram-nos mais saborosos. As principais razões apontadas para a sua não utilização foram o preço elevado (64%) e a difícil acessibilidade (37,5%).
Procura tem aumentado
O estudo realça que “a procura do alimento biológico tem aumentado, apesar do seu preço elevado, considerando-se uma alimentação mais saudável, dados os efeitos adversos dos pesticidas dos alimentos convencionais, especialmente nas crianças”.
Alimentação saudável em Coimbra
O Quental Biológico é a mais antiga mercearia de Coimbra especializada em Agricultura Biológica (Ecológica) com preços acessíveis a todas as bolsas, tendo ainda uma grande variedade de produtos biológicos destinados a crianças (papas, lacticínios, sumos naturais, guloseimas), para além dos usuais. Esta mercearia de Alimentação Saudável em Coimbra tem ainda produtos tipicamente portugueses, mas à muito esquecidos (pastinaca, chícharo, cogumelos, azedas, poejo, morugens, etc.). Nesta loja biológica pode fazer compras rapidamente, sempre com estacionamento disponível.
Fonte: Texto adaptado do Diário de Notícias
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Notícias
A Beira Interior e o azeite biológico
1 07 2008Apesar da desertificação e do abandono da agricultura registado nos últimos anos, a região da Beira Interior não está condenada a ficar no mapa de Portugal como um território permanentemente adiado, fruto do desaproveitamento das suas condições naturais, que compromete a sustentabilidade ambiental e a coesão económico-social do País.
O maior projecto de Agricultura Biológica do País na Beira Interior
A Beira Interior pode e deve ser competitiva, a começar pela sua estruturação em torno de uma prioridade estratégica que conduza ao incentivo do regresso à terra, no âmbito da aplicação do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER), com uma estratégia empresarial e de visão de mercado que envolva todos os agentes económicos do sector na região.
Com este pensamento, a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM) elaborou, em parceria com a empresa “Espaço Visual”, um grande projecto de Agricultura Biológica, visando converter e instalar dez mil hectares de olival na Beira Interior até 2013, para o qual necessita do apoio e da confiança do Ministério da Agricultura.
O que pretendemos é instalar cinco mil hectares de novas plantações de olival e converter em Modo de Produção Biológica igual área de olival tradicional já existente, nos 24 concelhos da região. É o maior projecto de Agricultura Biológica no País, que está a mobilizar produtores, autarquias e agentes económicos da região e que deve merecer a melhor atenção por parte do Governo, através dos Fundos do Plano de Desenvolvimento Regional, previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013.
Projecto gerador de emprego e criador de esperanças contra a desertificação
É um projecto de excelência na agricultura portuguesa. É um projecto ambicioso e perfeitamente exequível, que pretende dar respostas aos desafios do Ministério da Agricultura contidos no PRODER, nas suas diversas vertentes de competitividade com sustentabilidade, potenciando ainda os valores paisagísticos e ambientais da região. É ainda um projecto gerador de emprego e criador de esperanças para o desenvolvimento da agricultura e do mundo rural, contrariando o fatalismo do abandono, que teima em contagiar a Beira Interior.
Está em causa um investimento de 126 milhões de euros, até 2013, para conseguirmos instalar dez mil hectares de olival biológico, a partir dos quais será possível gerar um volume de negócios de 46,8 milhões de euros anuais.
A Beira Interior é já uma região com massa crítica, capaz de desenvolver projectos inovadores, de que é exemplo o Plano Estratégico para a Fileira de Azeite Biológico, o qual constitui um motivo de orgulho para a região e para o País. Não estamos a falar do abandono da terra e da sua entrega a investidores estrangeiros, como está a acontecer actualmente com esta mesma fileira do azeite, no Alentejo, cujas excelentes condições agrícolas estão a ser aproveitadas por empresários espanhóis. Estamos a falar da iniciativa de uma região portuguesa, cujos agentes económicos não se resignam e que querem encontrar novos caminhos e novos modelos para
Tal como prevê o PRODER e como, de forma inteligente e responsável, defende o Ministério da Agricultura, Portugal precisa de “reestruturar, modernizar e consolidar” fileiras que sejam competitivas. É o caso da fileira do azeite, neste caso em Modo de Produção Biológica, que, pelo seu valor acrescentado, terá garantia segura como produto exportável para os mercados internacionais cada vez mais exigentes.
O diagnóstico está feito e o caminho a seguir é conhecido. Vontade de lhe dar a melhor resposta não falta aos produtores e agentes económicos da Beira Interior. Oxalá haja vontade política que ajude a concretizar este grande desafio de uma região, que é também um desafio do País.
Artigo de José , Assunção, Presidente da AAPIM
Nota do Quental Biológico
A nossa mercearia dará todo o apoio a este projecto possibilitando que o azeite biológico também chegue a Coimbra.
Comentários : Leave a Comment »
Categorias : Azeite Biológico, Crónicas e artigos












Comentários Recentes