Agricultura Biológica em Coimbra

Produção biológica requer menos burocracia (Trás-os-Montes)

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Ainda há muito a fazer para que se consiga uma adesão razoável à agricultura biológica em Trás-os-Montes e Alto Douro (TMAD), tanto por parte dos agricultores como dos consumidores. Os agendes locais partilham esta ideia, notando várias dificuldades na evolução do sector, nomeadamente a burocracia excessiva e a falta de fiscalização adequada. De qualquer modo, cerca de um quarto dos agricultores da região já enveredou por algum tipo de cultura biológica.

18.500 hectares e 400 agricultores em Agricultura Biológica em Trás-os-Montes
Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica do ano passado, em TMAD, já há mais de 18.500 hectares ocupados por este tipo de produção, de que são responsáveis quase 400 agricultores. Olivicultura, fruticultura, apicultura, pastagens e produção de frutos secos são as principais apostas.
O presidente da associação Agriarbol, Dinis Martins, revela que “ainda há pouca gente a enveredar pela agricultura biológica”, porque, segundo concluiu, “não tem sido bem tratada, nomeadamente, em termos de divulgação e informação”.
Por seu lado, Artur Aragão, da Casa MC Rabaçal e Aragão Ldª, com sede em Alfândega da Fé, sustenta que este tipo de agricultura ainda se faz “por amor à camisa” e que “é de todos” a culpa das sua lenta evolução. “Têm culpa os produtores, os operadores e as associações. Não há uma grande divulgação junto do consumidor das vantagens dos produtos biológicos”, explica.
Para o empresário, outro problema do sector reside na burocracia. “Ao criarmos uma série de papeladas, estamos a afastar os agricultores de uma produção interessante”, observa, salientando que é preciso ter em conta a idade elevada e baixa instrução do agricultor de TMAD.

Os produtos biológicos não têm de ser mais caros
Artur Aragão reivindica também uma boa fiscalização, para “combater a fraude”. Defende que se analisem os produtos biológicos nos locais de venda, para ver se o são, responsabilizando quem venda gato por lebre.
O dirigente da Agriarbol, sediada em Macedo de Cavaleiros e com núcleos em Vila Flor, Alfândega da Fé e Torre de Dona Chama, diz que os produtos biológicos não têm de ser mais caros. Para os tornar mais acessíveis, defende “a evolução deste tipo de agricultura, de modo a permitir a descida dos preços”. Por enquanto, ainda não se nota muito, mas a tendência será essa se “se verificar uma maior adesão de agricultores ao modo de produção biológica”. Eduardo Pinto Fonte JN 31-7-2006

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