Agricultura biológica cresce na Ilha da Madeira Hotelaria procura cada vez mais alimentos produzidos sem recurso a químicos

8 02 2008

 

A agricultura biológica, que não utiliza produtos químicos, representa 5% da área cultivável na Região, mas tendência é de crescimento, impulsionada pelo aumento da procura e pelas exportações, disse um responsável pelo sector.
O crescimento da agricultura que não recorre a produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados – a agricultura biológica – é uma realidade “a nível mundial e a Madeira acompanha essa tendência”, afirmou o director de Serviços do Desenvolvimento da Agricultura Biológica, José Carlos Marques.
Entre 2000 e 2007, segundo o levantamento realizado pela Secretaria Regional do Ambiente dos Recursos Naturais (SRARN), a prática na Região cresceu de 22 para 240 hectares e o número de agricultores passou de 17 para 78 (359%).
Este crescimento significa, segundo a SRARN, que 5% da área de cultivo da Região, ou seja, 250 dos seus 5 mil hectares, está convertida para o cultivo biológico.
Pastagens, plantas aromáticas, pousio, frutos frescos e horticulturas são as áreas de culturas em produção biológica na Madeira cuja produção e produtos congregam já interesses de empresas do sector agro-alimentar e da comercialização e a procura por parte da indústria hoteleira.
“Há hotéis em que alguns dos segmentos dos seus clientes exigem alimentação à base exclusivamente de produtos da agricultura biológica”, revelou o responsável.

Agricultura Biológica mais barata que a convencional
A banana, a vinha e a anona são algumas das principais produções da variedade de produtos que a Madeira já produz em matéria de agricultura orgânica.
José Carlos Marques destacou que a agricultura que “recorre muito à informação do passado, mas que aplica uma base científica actual”, é muito mais exigente quer do ponto de vista ambiental, quer no da segurança alimentar.
No entanto, “se os custos de poluição na agricultura convencional fossem contabilizados, concluiríamos que a agricultura biológica seria muito mais barata”, acrescentou.
“Há terrenos de vinha no Estreito de Câmara de Lobos que não são revolvidos há oito anos devido à fertilidade que as técnicas da agricultura biológica possibilitaram e que excluem produtos químicos e sintéticos como os pesticidas”, apresenta como exemplo.
As ajudas da União Europeia, que poderão atingir os 65% a fundo perdido no novo quadro comunitário de apoio, os apoios dos serviços técnicos e científicos da SRARN, as parcerias internacionais como as das regiões da Macaronésia (Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias), nomeadamente na criação de uma escola de agricultura biológica, e a proposta de decreto legislativo regional, já aprovada na Assembleia Legislativa, que declara a Madeira zona livre de cultivo de variedades de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e que incentiva a agricultura convencional e biológica são algumas das medidas potenciadoras do crescimento desta área da agronomia na Região.
“A agricultura biológica faz parte da medida de barómetro de qualidade na Região o que significa um estímulo à produção e uma aposta no futuro”, realçou o director regional da Agricultura, Bernardo Araújo, adiantando que os projectos de conversão têm crescido de ano para ano, tendo registado um crescimento médio nos últimos cinco anos de 30%.

 Artigo do DN

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