Agricultura biológica é uma aposta da Câmara Municipal de Penela

10 10 2008

Em marcha está um projecto educativo dedicado a este modo de produção. Para já, o Mercado Familiar e Tradicional, mensal, vai para a terceira edição.

A agricultora Maria Isilda Ferreira, de 60 anos, não quis desperdiçar as sobras da horta e da vinha, por isso decidiu vendê-las no Mercado Familiar e Tradicional de Penela. O certame decorreu ontem, em pleno centro histórico, pela segunda vez, com a participação maioritária de pequenos produtores do concelho.

Os produtos são cultivados de modo biológico, sem recurso a pesticidas ou hormonas – o feijão, as cebolas e a alface de Maria Isilda, por exemplo, cresceram a partir de estrume de vaca -, mas não possuem certificação. A autarquia pretende alterar isso, como explica o coordenador do Gabinete de Desenvolvimento Rural, João Amílcar: “A meta é conseguir que alguns dos produtores se certifiquem”.

FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica

O mercado mensal não foi a única iniciativa do poder local para incentivar a produção agrícola de qualidade na região. A autarquia lançou, também, o programa FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica, destinado a promover o gosto por esse modo de produção, inclusive nos mais novos. A estreia do FACE deu-se em Junho, com a criação de uma espécie de campo de trabalho, na aldeia de xisto Ferraria de São João, dirigido a jovens dos 15 aos 18 anos. Teve tanto êxito que já se prevêem outras iniciativas no seu âmbito. Em Dezembro, o projecto deverá estender-se à população adulta, mas também à infância (dividindo-se em duas categorias: dos 6 aos 10 anos e dos 10 anos aos 13).

Mercado Familiar e Tradicional de Penela

Um dos objectivos do FACE é “desmistificar a ideia de que a agricultura é foleira e rude”, explica João Amílcar, alertando para a existência de vertentes atractivas a explorar, na área, como a compostagem ou o cultivo de ervas aromáticas. Por enquanto, o Mercado Familiar e Tradicional de Penela só disponibiliza cerca de um quarto de produtos biológicos certificados, estima João Amílcar. Provêm, essencialmente, de produtores das zonas limítrofes do concelho. O grande objectivo do mercado é permitir aos pequenos agricultores do concelho escoar os produtos que sobram. Mas há quem veja na terra outras potencialidades, como mostra a Associação Quinta das Pontes, dedicada à reabilitação de pessoas com doenças mentais. A agricultura biológica é uma das actividades ocupacionais que aquela entidade coloca ao dispor dos utentes. Diz a assistente social Catarina Pereira que, para eles, o cultivo dos produtos agrícolas em cima da banca são uma terapia. Fonte Bombeiros Voluntários de Penela- 17-8-2008

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Agricultura Urbana no Bairro do Ingote (Coimbra)

8 10 2008

Hortas com gente dentro

Escrito por Iolanda Chaves (Veja aqui o seu excelente Blog)

As “Hortas do Ingote”, criadas em 2004, foram a solução encontrada pela Câmara Municipal de Coimbra para regularizar a actividade agrícola que vinha sendo praticada de forma desregrada no local. O projecto foi posto de pé ao abrigo de um protocolo entre a autarquia e a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC). O balanço é positivo e os impulsionadores da ideia defendem o seu alargamento a outros locais da cidade. O “Campeão” foi ao encontro dos novos agricultores urbanos e registou histórias de gente que luta pela normalidade num meio adverso

Habituámo-nos a ouvir falar do Bairro do Ingote pelas piores razões. Toxicodependência e outras situações marginais não são rótulos, são, infelizmente, realidades, que o tornam num dos aglomerados populacionais preocupantes de Coimbra.

Lugar onde se cultiva o bem 

Talvez por essa ideia enevoada que temos do local, se explique a sensação que sentimos ao vermos as hortas, pela primeira vez. Foi como se tivéssemos entrado num cantinho do paraíso. Um silêncio, quebrado apenas pelo canto primaveril dos pássaros, fez-nos sentir num lugar onde, mais do que couves, favas, cenouras e flores, se cultiva o bem.

Quando as máquinas da Câmara mandaram abaixo as pequenas produções hortícolas e pecuárias que durante duas décadas existiram no Ingote em terrenos baldios, adjacentes aos prédios, provocaram a indignação e a tristeza de quem sentia esses pedaços de terra como seus e a eles se dedicavam de corpo e alma.

Maria Clara Lopes era uma dessas pessoas. Trabalhava na fábrica de confecções Ideal e nas horas vagas cultivava hortaliças e criava galinhas, coelhos e cabras, numa pequena parcela de terreno cercada de silvas. Assim o fez durante quase duas décadas. “Clandestino? Aquilo não era clandestino. Toda a gente sabia…”, diz.

Por iniciativa própria, desistiu da criação de animais. Começou a ser alvo de roubo e o trabalho deixou de compensar. Tempos depois, viu-se forçada a abandonar o terreno. Teve pena, mas não baixou os braços. Ao ser informada das hortas que a Câmara tinha para distribuir pelos moradores interessados, foi uma das candidatas da primeira fase e foi seleccionada.

No talhão de que é responsável planta um pouco de tudo, desde flores de várias qualidades a couves, brócolos, cenouras, favas e outros legumes. Pratica agricultura por gosto e porque o contacto com a terra e as plantas lhe alivia o stress.

“Enquanto aqui estou, sinto-me bem. Esqueço-me das coisas más da vida e nunca mais tive de comprar legumes na mercearia. Tenho para mim e para quem pedir”, salienta. Naquele dia, queixava-se de dores nas costas devido a uma queda e só pedia saúde para trabalhar a terra como antigamente.

A horta de Maria Clara está num terreno dividido em cinco talhões. A porta da vedação que separa as hortas do caminho em terra batida de acesso ao depósito da água, revela sinais de arrombamento e ela queixa-se de ainda não ter sido arranjada. O bom entendimento entre vizinhos é evidenciado por esta mulher de 59 anos, que nos apresenta outros dois agricultores que no momento cuidavam das respectivas hortas.

“É tudo de agricultura biológica”

 António Serra, de 65 anos, pedreiro reformado, apressa-se a dizer que nasceu e foi criado num meio rural e isso vê-se. Naquele talhão, não há um bocado de terra que não tenha qualquer coisa semeada ou plantada, ou em vias de o ser. O que não cabe no chão, é plantado em vasos para mais tarde ser transplantado.

Cultiva alface, tomate, pepinos, favas, ervilhas, cenouras, courgettes e batatas. Garante-nos que também produz meloas e melancias, muito deliciosas. De caminho, dá-nos a cheirar as variedades de hortelã que cultiva e surpreende-nos com umas couves de se lhe tirar o chapéu. “São bonitas, não são? É tudo de agricultura biológica. Não sei se sabe, mas aqui não podemos usar químicos! Fazemos como nos ensinaram. Quando limpamos o terreno, juntamos todos os restos para compostagem e é com isso que alimentamos a terra”, sublinha.

Na parcela ao lado, José Carlos Martins, funcionário da ERSUC, também nos mostra, com orgulho, os resultados dos trabalhos hortícolas que realiza depois de uma noite na recolha do lixo. Com 37 anos, foge à média de idades dos restantes agricultores que ronda os 59 anos. Gosta de cultivar e admite que tira dali parte do sustento familiar, em géneros. A mulher ajuda-o, especialmente no cultivo das flores.

Nas traseiras do bairro velho, funciona outro lote de hortas, semelhante ao outro. Cada talhão dispõe de uma estrutura de compostagem, arrecadação e contador de água. Aí fomos encontrar Vítor Coelho, um verdadeiro homem dos “sete ofícios”. Profissionalmente, foi técnico responsável de electricidade, dirigente e funcionário do sindicato dos electricistas. É presidente da Associação de Dadores de Sangue, da qual é fundador, e dirigente da Associação Cigana e é ainda o actual massagista da equipa de Góis que milita na Divisão de Honra.

“A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”

 A tudo isto, junta-se a particularidade de, aos 60 anos, ser agricultor nas horas vagas. Encara a horta como um prolongamento da sua própria casa. Por isso, o tempo que lhe dedica é dividido entre o cultivo e a personalização do espaço.

Ao excesso de pedras respondeu com engenho e arte. Fez calçadas nas zonas de passagem e construiu um canteiro para o salgueiro antigo que lhe coube no talhão. A habilidade de Vítor levou-o a criar um acolhedor pátio, com mesa e cadeiras de plástico, sob uma latada por onde treparão videiras estrategicamente plantadas, que começam agora a despontar.

São desaconselhados adereços de plástico (para além da tina azul, comum a todos os talhões, que armazena as águas pluviais), mas Vítor entende que o mobiliário de jardim é essencial para, de vez em quando, reunir os amigos numa animada bucha. “Qual é o mal?”, questiona, sabendo que já foi criticado por isso. A completar o cenário, gostaria de ter uns pássaros. Como isso não lhe é permitido, contenta-se com a companhia dos passarinhos que o visitam de vez em quando.

Quem o visita também (a ele e a todos os outros agricultores) é a técnica contratada para fazer o acompanhamento das hortas. “A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”, adianta.

Saltam à vista as árvores bonsai.

Não muito distante dali, fica o pequeno domínio de Joaquim Gomes. Este antigo funcionário da extinta Refere, que sofreu na pele o drama do desemprego, também praticou agricultura no Ingote de forma clandestina durante vinte anos. No início duvidou do sucesso das hortas. Ainda que tenha alguns aspectos negativos a apontar, está, de um modo geral, satisfeito com esta oportunidade, ao ponto de defender a criação de outros talhões.

Lamenta sobretudo a má qualidade da terra e o trabalho acrescido que isso implica. “Isto era só pedra. O que se gasta aqui não compensa, mas faço uma coisa de que gosto”. Outra coisa que o preocupa, é o facto de a água gasta ainda não ter sido facturada. Para já, só tem pago a renda anual de 30 euros.

Saltam à vista as árvores bonsai. Joaquim revela-se um entusiasta e conhecedor desta arte de jardinagem japonesa. Segundo disse à nossa reportagem, “ao contrário do que se diz” estas árvores anãs, criadas em pequenos vasos, preferem estar ao ar livre e não dentro de casa, tal como ele, que prefere a liberdade da horta à sensação de clausura dos cafés.

Nas hortas do Ingote, encontrámos gente que cultiva a terra porque gosta, gente que precisa de um pouco de paz e gente que precisa de algo mais do que batatas para pôr na sopa, enfim, gente que só quer ter uma vida normal. Ainda que não sejam os melhores terrenos para a prática da agricultura, aqueles pedaços de chão estão a cumprir, com certeza, uma função nobre.

Gouveia Monteiro defende expansão das hortas pela cidade

 O vereador Gouveia Monteiro, eleito pela CDU, foi o impulsionador do projecto das Hortas do Ingote enquanto detentor do pelouro da habitação e do desenvolvimento social.

O autarca faz um balanço “francamente positivo” do que tem sido feito até ao momento e espera que a ideia seja estendida a outras zonas da cidade. Em reunião camarária apontou a Vala da Arregaça como um dos locais a ensaiar.

Relativamente aos talhões que não chegaram a ser utilizados, adiantou à nossa reportagem que será aberta nova candidatura e os seus utentes já foram notificados nesse sentido. Não está, contudo, previsto o aumento do tamanho dos talhões. No contexto, e evocando a ESAC, o vereador diz que as dimensões actuais são as mais aconselháveis.

O vereador tem conhecimento de outras hortas, ditas clandestinas, e essa é, na sua opinião, prova de que a necessidade existe e de que o tipo de intervenção iniciado pela autarquia tem razão de ser. Algumas dessas áreas de cultivo desregradas estão em terrenos do futuro Centro Cívico do Planalto do Ingote (que vai proporcionar um novo equipamento desportivo, cultural, cívico e residencial), não havendo em princípio espaço para esse tipo de utilização.

E para que não haja dúvidas, esclarece que os talhões camarários, “estão em domínio municipal e está assumido que não serão afectados a qualquer tipo de construção”.

O facto de a água não ter sido facturada até ao momento preocupa os agricultores e o vereador também. “Infelizmente, a questão da água não depende de mim, mas sim da Águas de Coimbra e do sector financeiro da Câmara. Também estou preocupado com a demora e julgo que a solução poderá ser, quando a facturação for finalmente feita, criar uma espécie de fundo de investimento em melhoramentos das Hortas”, adianta.

Questionado acerca do futuro desta iniciativa quando cessar funções camarárias, responde: “Os vereadores passam e as ideias, quando são boas, ficam. A minha confiança inabalável é na força organizada dos homens e mulheres para defender as boas ideias. Está nas suas mãos”.

A experiência das “Hortas do Ingote” foi falada em Fevereiro passado numa conferência mundial,  em Porto Alegre, no Brasil, pelo Grupo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Urbana Sustentável (GRAU) da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), parceiro técnico da autarquia conimbricense neste projecto.

Miguel Malta e Daniela Santos são dois dos rostos do GRAU, com quem falámos e nos deram conta dos objectivos deste núcleo de investigação da escola agrária de Bencanta. Deram formação aos agricultores, puseram as hortas a funcionar e asseguram a presença de uma técnica no terreno em permanência no terreno.

São os primeiros a reconhecerem que os terrenos onde estão as hortas não são os mais adequados, mas encararam isso como um desafio aos conhecimentos que têm. Adequaram as propostas técnicas à realidade e fazem um balanço positivo do que tem sido feito até ao momento.

Levar a agricultura urbana a outros locais da cidade é um objectivo que o GRAU tenciona levar adiante, com a ajuda de parceiros. A Câmara tem-no sido até agora e esperam que assim continue. A Junta de Freguesia de S. Martinho do Bispo é outro parceiro na calha para um projecto de hortas a breve prazo.

Ainda este ano, o GRAU, que está a fazer das “Hortas do Ingote” um caso de estudo, conta fazer um seminário, em Coimbra, baseado neste projecto. Notícia do Campeão das Províncias em Março de 2008.

Nota do Quental Biológico– Daremos todo o apoio a esta e outras iniciativas do género, através da divulgação na nossa página e no nosso estabelecimento. Por exemplo no Choupal! 

 





Chícharo uma leguminosa virtuosa em Alvaiázere

2 10 2008

Rissóis de chícharo

 Recheio 500g de chícharo, 500g de açúcar amarelo, um pau de canela, casca de limão. Massa 500g de farinha, uma chávena de vinho branco, meia chávena de gordura vegetal e meia chávena de água morna e sal. Coza o chícharo, tire a pele e passe pelo passe-vite. Num tacho, junte ao puré de chícharo o açúcar, a canela e a casca de limão. Vá mexendo, em lume brando, até formar ponto (cerca de dez minutos). Retire do tacho para um pirex pouco fundo e deixe arrefecer bem. Para a massa, junte muito bem todos os ingredientes e prepare uma massa elástica, mas não pegajosa. Estenda a massa em camadas finas, deite uma colher do recheio, cubra com outra camada e frite. Receita de Maria Lurdes Dias Miguel – Ansião  

Chícharos com Bacalhau Assado 

Cebola, azeite, ovos, chicharos, miolinhos de broa, bacalhau assado Na véspera dos chicharos serem cozinhados, são escolhidos para dentro de um alguidar e cobrem-se de água abundante e ficam de molho uma noite. Em seguida cozem-se como se fossem feijões, depois de cozidos deitam-se num prato com miolinhos de broa e cebola crua picada.
Baldeiam-se (misturam-se) e estão prontos a comer. In, Cozinhas das Avós.

Sopa de chícharos

Chícharos, Sal, Batatas, Azeite, Couve Na véspera, colocam-se os chícharos de molho. No próprio dia, numa panela com água e sal, põem-se a cozer os chicharos com batatas;quando estiverem quase cozidos, as couves e o azeite. Quando estiver quase cozido, rectifica-se de sal.  

Chícharada
1/2Kg de chícharos; 2 colheres de sopa de margarina, 2 cebolas, 1 dl de azeite, 6 dentes de alho, 700gr de carne entremeada, 600gr de pá de porco, 1 chouriço de carne, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 farinheira, 1 morcela, sal, piripiri e cravinho q.b. Coloque o chicharo em água no dia anterior. Cozer em panela de pressão durante 20 minutos.
Picar a cebola e os alhos para um tacho e alourar com o azeite e margarina.
Retirar a pele grossa à carne entremeada e corte-a aos pedaços. Junte ao refogado assim como a pá de porco partida aos pedaços. Deixe a carne alourar. Junte o chouriço de carne e as cenouras, ambos cortados às rodelas. Adicione a salsa e o louro.
Regue com um copo de água e tempere com sal, piripiri e uma pitada de cravinho.
Tape e deixe cozer.
Quando a carne estiver tenra, junte o chicharo, mexa e deixe apurar.
À parte, coza uma farinheira e a morcela. Corte-os em rodelas e misture à chciharada depois de pronta. Acompanhe com arroz branco. Nota: Em vez de carnes pode utilizar os nossos produtos vegetarianos.

Pudim de Chícharo

200 g de chícharo demolhado de um dia para o outro; 500 g de açúcar amarelo; 50 g de manteiga; 8 gemas; claras; raspa de meio limão; açúcar para caramelizar a forma. Escorra os chícaros cozidos, depois de demolhados de um dia para o outro, e reduza a puré. Leve ao lume o açúcar com um pouco de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Junte o chícharo à calda do açúcar. Mexa bem. Bata as gemas com as claras e junte-as em fio ao puré de chícharo. Junte a manteiga e a raspa de limão. Leve de novo ao lume, mexendo sempre bem, até engrossar. Leve o preparado ao forno, em forma caramelizada e deixe cozer em banho-maria. Desenforme e deixe cozer em banho-maria. 

 





Receitas de chícharos

1 10 2008

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Rissóis de chícharo

 Recheio 500g de chícharo, 500g de açúcar amarelo, um pau de canela, casca de limão. Massa 500g de farinha, uma chávena de vinho branco, meia chávena de gordura vegetal e meia chávena de água morna e sal. Coza o chícharo, tire a pele e passe pelo passe-vite. Num tacho, junte ao puré de chícharo o açúcar, a canela e a casca de limão. Vá mexendo, em lume brando, até formar ponto (cerca de dez minutos). Retire do tacho para um pirex pouco fundo e deixe arrefecer bem. Para a massa, junte muito bem todos os ingredientes e prepare uma massa elástica, mas não pegajosa. Estenda a massa em camadas finas, deite uma colher do recheio, cubra com outra camada e frite. Receita de Maria Lurdes Dias Miguel – Ansião  

Chícharos com Bacalhau Assado 

Cebola, azeite, ovos, chicharos, miolinhos de broa, bacalhau assado Na véspera dos chicharos serem cozinhados, são escolhidos para dentro de um alguidar e cobrem-se de água abundante e ficam de molho uma noite. Em seguida cozem-se como se fossem feijões, depois de cozidos deitam-se num prato com miolinhos de broa e cebola crua picada.
Baldeiam-se (misturam-se) e estão prontos a comer. In, Cozinhas das Avós.

Sopa de chícharos

Chícharos, Sal, Batatas, Azeite, Couve Na véspera, colocam-se os chícharos de molho. No próprio dia, numa panela com água e sal, põem-se a cozer os chicharos com batatas;quando estiverem quase cozidos, as couves e o azeite. Quando estiver quase cozido, rectifica-se de sal.  

Chícharada
1/2Kg de chícharos; 2 colheres de sopa de margarina, 2 cebolas, 1 dl de azeite, 6 dentes de alho, 700gr de carne entremeada, 600gr de pá de porco, 1 chouriço de carne, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 farinheira, 1 morcela, sal, piripiri e cravinho q.b. Coloque o chicharo em água no dia anterior. Cozer em panela de pressão durante 20 minutos.
Picar a cebola e os alhos para um tacho e alourar com o azeite e margarina.
Retirar a pele grossa à carne entremeada e corte-a aos pedaços. Junte ao refogado assim como a pá de porco partida aos pedaços. Deixe a carne alourar. Junte o chouriço de carne e as cenouras, ambos cortados às rodelas. Adicione a salsa e o louro.
Regue com um copo de água e tempere com sal, piripiri e uma pitada de cravinho.
Tape e deixe cozer.
Quando a carne estiver tenra, junte o chicharo, mexa e deixe apurar.
À parte, coza uma farinheira e a morcela. Corte-os em rodelas e misture à chciharada depois de pronta. Acompanhe com arroz branco. Nota: Em vez de carnes pode utilizar os nossos produtos vegetarianos.

Pudim de Chícharo

200 g de chícharo demolhado de um dia para o outro; 500 g de açúcar amarelo; 50 g de manteiga; 8 gemas; claras; raspa de meio limão; açúcar para caramelizar a forma. Escorra os chícaros cozidos, depois de demolhados de um dia para o outro, e reduza a puré. Leve ao lume o açúcar com um pouco de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Junte o chícharo à calda do açúcar. Mexa bem. Bata as gemas com as claras e junte-as em fio ao puré de chícharo. Junte a manteiga e a raspa de limão. Leve de novo ao lume, mexendo sempre bem, até engrossar. Leve o preparado ao forno, em forma caramelizada e deixe cozer em banho-maria. Desenforme e deixe cozer em banho-maria.