Agricultura biológica é uma aposta da Câmara Municipal de Penela

10 10 2008

Em marcha está um projecto educativo dedicado a este modo de produção. Para já, o Mercado Familiar e Tradicional, mensal, vai para a terceira edição.

A agricultora Maria Isilda Ferreira, de 60 anos, não quis desperdiçar as sobras da horta e da vinha, por isso decidiu vendê-las no Mercado Familiar e Tradicional de Penela. O certame decorreu ontem, em pleno centro histórico, pela segunda vez, com a participação maioritária de pequenos produtores do concelho.

Os produtos são cultivados de modo biológico, sem recurso a pesticidas ou hormonas – o feijão, as cebolas e a alface de Maria Isilda, por exemplo, cresceram a partir de estrume de vaca -, mas não possuem certificação. A autarquia pretende alterar isso, como explica o coordenador do Gabinete de Desenvolvimento Rural, João Amílcar: “A meta é conseguir que alguns dos produtores se certifiquem”.

FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica

O mercado mensal não foi a única iniciativa do poder local para incentivar a produção agrícola de qualidade na região. A autarquia lançou, também, o programa FACE – Formação Agrícola de Consciência Ecológica, destinado a promover o gosto por esse modo de produção, inclusive nos mais novos. A estreia do FACE deu-se em Junho, com a criação de uma espécie de campo de trabalho, na aldeia de xisto Ferraria de São João, dirigido a jovens dos 15 aos 18 anos. Teve tanto êxito que já se prevêem outras iniciativas no seu âmbito. Em Dezembro, o projecto deverá estender-se à população adulta, mas também à infância (dividindo-se em duas categorias: dos 6 aos 10 anos e dos 10 anos aos 13).

Mercado Familiar e Tradicional de Penela

Um dos objectivos do FACE é “desmistificar a ideia de que a agricultura é foleira e rude”, explica João Amílcar, alertando para a existência de vertentes atractivas a explorar, na área, como a compostagem ou o cultivo de ervas aromáticas. Por enquanto, o Mercado Familiar e Tradicional de Penela só disponibiliza cerca de um quarto de produtos biológicos certificados, estima João Amílcar. Provêm, essencialmente, de produtores das zonas limítrofes do concelho. O grande objectivo do mercado é permitir aos pequenos agricultores do concelho escoar os produtos que sobram. Mas há quem veja na terra outras potencialidades, como mostra a Associação Quinta das Pontes, dedicada à reabilitação de pessoas com doenças mentais. A agricultura biológica é uma das actividades ocupacionais que aquela entidade coloca ao dispor dos utentes. Diz a assistente social Catarina Pereira que, para eles, o cultivo dos produtos agrícolas em cima da banca são uma terapia. Fonte Bombeiros Voluntários de Penela- 17-8-2008

Anúncios




Agricultura Urbana no Bairro do Ingote (Coimbra)

8 10 2008

Hortas com gente dentro

Escrito por Iolanda Chaves (Veja aqui o seu excelente Blog)

As “Hortas do Ingote”, criadas em 2004, foram a solução encontrada pela Câmara Municipal de Coimbra para regularizar a actividade agrícola que vinha sendo praticada de forma desregrada no local. O projecto foi posto de pé ao abrigo de um protocolo entre a autarquia e a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC). O balanço é positivo e os impulsionadores da ideia defendem o seu alargamento a outros locais da cidade. O “Campeão” foi ao encontro dos novos agricultores urbanos e registou histórias de gente que luta pela normalidade num meio adverso

Habituámo-nos a ouvir falar do Bairro do Ingote pelas piores razões. Toxicodependência e outras situações marginais não são rótulos, são, infelizmente, realidades, que o tornam num dos aglomerados populacionais preocupantes de Coimbra.

Lugar onde se cultiva o bem 

Talvez por essa ideia enevoada que temos do local, se explique a sensação que sentimos ao vermos as hortas, pela primeira vez. Foi como se tivéssemos entrado num cantinho do paraíso. Um silêncio, quebrado apenas pelo canto primaveril dos pássaros, fez-nos sentir num lugar onde, mais do que couves, favas, cenouras e flores, se cultiva o bem.

Quando as máquinas da Câmara mandaram abaixo as pequenas produções hortícolas e pecuárias que durante duas décadas existiram no Ingote em terrenos baldios, adjacentes aos prédios, provocaram a indignação e a tristeza de quem sentia esses pedaços de terra como seus e a eles se dedicavam de corpo e alma.

Maria Clara Lopes era uma dessas pessoas. Trabalhava na fábrica de confecções Ideal e nas horas vagas cultivava hortaliças e criava galinhas, coelhos e cabras, numa pequena parcela de terreno cercada de silvas. Assim o fez durante quase duas décadas. “Clandestino? Aquilo não era clandestino. Toda a gente sabia…”, diz.

Por iniciativa própria, desistiu da criação de animais. Começou a ser alvo de roubo e o trabalho deixou de compensar. Tempos depois, viu-se forçada a abandonar o terreno. Teve pena, mas não baixou os braços. Ao ser informada das hortas que a Câmara tinha para distribuir pelos moradores interessados, foi uma das candidatas da primeira fase e foi seleccionada.

No talhão de que é responsável planta um pouco de tudo, desde flores de várias qualidades a couves, brócolos, cenouras, favas e outros legumes. Pratica agricultura por gosto e porque o contacto com a terra e as plantas lhe alivia o stress.

“Enquanto aqui estou, sinto-me bem. Esqueço-me das coisas más da vida e nunca mais tive de comprar legumes na mercearia. Tenho para mim e para quem pedir”, salienta. Naquele dia, queixava-se de dores nas costas devido a uma queda e só pedia saúde para trabalhar a terra como antigamente.

A horta de Maria Clara está num terreno dividido em cinco talhões. A porta da vedação que separa as hortas do caminho em terra batida de acesso ao depósito da água, revela sinais de arrombamento e ela queixa-se de ainda não ter sido arranjada. O bom entendimento entre vizinhos é evidenciado por esta mulher de 59 anos, que nos apresenta outros dois agricultores que no momento cuidavam das respectivas hortas.

“É tudo de agricultura biológica”

 António Serra, de 65 anos, pedreiro reformado, apressa-se a dizer que nasceu e foi criado num meio rural e isso vê-se. Naquele talhão, não há um bocado de terra que não tenha qualquer coisa semeada ou plantada, ou em vias de o ser. O que não cabe no chão, é plantado em vasos para mais tarde ser transplantado.

Cultiva alface, tomate, pepinos, favas, ervilhas, cenouras, courgettes e batatas. Garante-nos que também produz meloas e melancias, muito deliciosas. De caminho, dá-nos a cheirar as variedades de hortelã que cultiva e surpreende-nos com umas couves de se lhe tirar o chapéu. “São bonitas, não são? É tudo de agricultura biológica. Não sei se sabe, mas aqui não podemos usar químicos! Fazemos como nos ensinaram. Quando limpamos o terreno, juntamos todos os restos para compostagem e é com isso que alimentamos a terra”, sublinha.

Na parcela ao lado, José Carlos Martins, funcionário da ERSUC, também nos mostra, com orgulho, os resultados dos trabalhos hortícolas que realiza depois de uma noite na recolha do lixo. Com 37 anos, foge à média de idades dos restantes agricultores que ronda os 59 anos. Gosta de cultivar e admite que tira dali parte do sustento familiar, em géneros. A mulher ajuda-o, especialmente no cultivo das flores.

Nas traseiras do bairro velho, funciona outro lote de hortas, semelhante ao outro. Cada talhão dispõe de uma estrutura de compostagem, arrecadação e contador de água. Aí fomos encontrar Vítor Coelho, um verdadeiro homem dos “sete ofícios”. Profissionalmente, foi técnico responsável de electricidade, dirigente e funcionário do sindicato dos electricistas. É presidente da Associação de Dadores de Sangue, da qual é fundador, e dirigente da Associação Cigana e é ainda o actual massagista da equipa de Góis que milita na Divisão de Honra.

“A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”

 A tudo isto, junta-se a particularidade de, aos 60 anos, ser agricultor nas horas vagas. Encara a horta como um prolongamento da sua própria casa. Por isso, o tempo que lhe dedica é dividido entre o cultivo e a personalização do espaço.

Ao excesso de pedras respondeu com engenho e arte. Fez calçadas nas zonas de passagem e construiu um canteiro para o salgueiro antigo que lhe coube no talhão. A habilidade de Vítor levou-o a criar um acolhedor pátio, com mesa e cadeiras de plástico, sob uma latada por onde treparão videiras estrategicamente plantadas, que começam agora a despontar.

São desaconselhados adereços de plástico (para além da tina azul, comum a todos os talhões, que armazena as águas pluviais), mas Vítor entende que o mobiliário de jardim é essencial para, de vez em quando, reunir os amigos numa animada bucha. “Qual é o mal?”, questiona, sabendo que já foi criticado por isso. A completar o cenário, gostaria de ter uns pássaros. Como isso não lhe é permitido, contenta-se com a companhia dos passarinhos que o visitam de vez em quando.

Quem o visita também (a ele e a todos os outros agricultores) é a técnica contratada para fazer o acompanhamento das hortas. “A engenheira [Paula Simões] parece gostar do que faz e é ela que nos vai dando sugestões e dicas”, adianta.

Saltam à vista as árvores bonsai.

Não muito distante dali, fica o pequeno domínio de Joaquim Gomes. Este antigo funcionário da extinta Refere, que sofreu na pele o drama do desemprego, também praticou agricultura no Ingote de forma clandestina durante vinte anos. No início duvidou do sucesso das hortas. Ainda que tenha alguns aspectos negativos a apontar, está, de um modo geral, satisfeito com esta oportunidade, ao ponto de defender a criação de outros talhões.

Lamenta sobretudo a má qualidade da terra e o trabalho acrescido que isso implica. “Isto era só pedra. O que se gasta aqui não compensa, mas faço uma coisa de que gosto”. Outra coisa que o preocupa, é o facto de a água gasta ainda não ter sido facturada. Para já, só tem pago a renda anual de 30 euros.

Saltam à vista as árvores bonsai. Joaquim revela-se um entusiasta e conhecedor desta arte de jardinagem japonesa. Segundo disse à nossa reportagem, “ao contrário do que se diz” estas árvores anãs, criadas em pequenos vasos, preferem estar ao ar livre e não dentro de casa, tal como ele, que prefere a liberdade da horta à sensação de clausura dos cafés.

Nas hortas do Ingote, encontrámos gente que cultiva a terra porque gosta, gente que precisa de um pouco de paz e gente que precisa de algo mais do que batatas para pôr na sopa, enfim, gente que só quer ter uma vida normal. Ainda que não sejam os melhores terrenos para a prática da agricultura, aqueles pedaços de chão estão a cumprir, com certeza, uma função nobre.

Gouveia Monteiro defende expansão das hortas pela cidade

 O vereador Gouveia Monteiro, eleito pela CDU, foi o impulsionador do projecto das Hortas do Ingote enquanto detentor do pelouro da habitação e do desenvolvimento social.

O autarca faz um balanço “francamente positivo” do que tem sido feito até ao momento e espera que a ideia seja estendida a outras zonas da cidade. Em reunião camarária apontou a Vala da Arregaça como um dos locais a ensaiar.

Relativamente aos talhões que não chegaram a ser utilizados, adiantou à nossa reportagem que será aberta nova candidatura e os seus utentes já foram notificados nesse sentido. Não está, contudo, previsto o aumento do tamanho dos talhões. No contexto, e evocando a ESAC, o vereador diz que as dimensões actuais são as mais aconselháveis.

O vereador tem conhecimento de outras hortas, ditas clandestinas, e essa é, na sua opinião, prova de que a necessidade existe e de que o tipo de intervenção iniciado pela autarquia tem razão de ser. Algumas dessas áreas de cultivo desregradas estão em terrenos do futuro Centro Cívico do Planalto do Ingote (que vai proporcionar um novo equipamento desportivo, cultural, cívico e residencial), não havendo em princípio espaço para esse tipo de utilização.

E para que não haja dúvidas, esclarece que os talhões camarários, “estão em domínio municipal e está assumido que não serão afectados a qualquer tipo de construção”.

O facto de a água não ter sido facturada até ao momento preocupa os agricultores e o vereador também. “Infelizmente, a questão da água não depende de mim, mas sim da Águas de Coimbra e do sector financeiro da Câmara. Também estou preocupado com a demora e julgo que a solução poderá ser, quando a facturação for finalmente feita, criar uma espécie de fundo de investimento em melhoramentos das Hortas”, adianta.

Questionado acerca do futuro desta iniciativa quando cessar funções camarárias, responde: “Os vereadores passam e as ideias, quando são boas, ficam. A minha confiança inabalável é na força organizada dos homens e mulheres para defender as boas ideias. Está nas suas mãos”.

A experiência das “Hortas do Ingote” foi falada em Fevereiro passado numa conferência mundial,  em Porto Alegre, no Brasil, pelo Grupo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Urbana Sustentável (GRAU) da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), parceiro técnico da autarquia conimbricense neste projecto.

Miguel Malta e Daniela Santos são dois dos rostos do GRAU, com quem falámos e nos deram conta dos objectivos deste núcleo de investigação da escola agrária de Bencanta. Deram formação aos agricultores, puseram as hortas a funcionar e asseguram a presença de uma técnica no terreno em permanência no terreno.

São os primeiros a reconhecerem que os terrenos onde estão as hortas não são os mais adequados, mas encararam isso como um desafio aos conhecimentos que têm. Adequaram as propostas técnicas à realidade e fazem um balanço positivo do que tem sido feito até ao momento.

Levar a agricultura urbana a outros locais da cidade é um objectivo que o GRAU tenciona levar adiante, com a ajuda de parceiros. A Câmara tem-no sido até agora e esperam que assim continue. A Junta de Freguesia de S. Martinho do Bispo é outro parceiro na calha para um projecto de hortas a breve prazo.

Ainda este ano, o GRAU, que está a fazer das “Hortas do Ingote” um caso de estudo, conta fazer um seminário, em Coimbra, baseado neste projecto. Notícia do Campeão das Províncias em Março de 2008.

Nota do Quental Biológico– Daremos todo o apoio a esta e outras iniciativas do género, através da divulgação na nossa página e no nosso estabelecimento. Por exemplo no Choupal! 

 





11 vantagens em consumir produtos de Agricultura Biológica no Quentalbiológico

16 09 2008

1-Os produtos de Agricultura Ecológica, têm um valor nutricional superior aos produtos agrícolas convencionais

O teor em fibras, hidratos de carbono, aminoácidos essenciais, minerais, vitaminas e antioxidantes é muito mais elevado do que nos alimentos produzidos em modo de agricultura convencional.

2- São amigos do ambiente

Não contribuem para a contaminação dos solos, águas ou atmosfera; porque não utilizam pesticidas nem adubos com produtos químicos de síntese.

3-Têm um sabor mais rico, devido ao menor teor de água

4- São melhores para a saúde

Porque são isentos de herbicidas, fungicidas ou insecticidas, que muitos estudos consideram estar ligados a muitas das doenças modernas como cancro, alergias ou infertilidade.

5-Permitem o desenvolvimento agrícola local e regional com criação de empregos

Ao adquirir produtos de Agricultura Biológica, possibilita que os terrenos agrícolas não sejam abandonados ou que outros sejam ocupados. Pode deste modo criar confiança para o desenvolvimento da agricultura e do mundo rural, contradizendo o fatalismo do abandono, que teima em contagiar a nossa paisagem.

6- Compras mais rápidas com estacionamento à porta do estabelecimento comercial

Neste mundo em que escasseia o tempo, nada melhor de fazermos todas as nossas compras com a menor demora possível. As grandes superfícies comerciais são locais de filas extensas, ambientes saturados e locais despersonalizados; perde-se destas maneira tempo, dinheiro – porque temos sempre mais uma compra desnecessária para efectuar e brandura.

7-Temos uma vasta selecção de Produtos Biológicos
No Quental Biológico, os clientes podem encontrar frutas e vegetais frescos, recebidos diariamente. Para além destes produtos, a loja dispõe ainda de cereais, leguminosas, sementes, vinhos, alimentação vegetariana e macrobiótica, alimentação para bebés, plantas aromáticas e medicinais, cosméticos, produtos de limpeza ecológicos e bebidas. Apenas não temos carne, peixe e falsos medicamentos “naturais” que não têm estudos fiáveis em relação às indicações e à relação custo benefício. 

8-Atendimento personalizado

O que não temos basta reservar sem qualquer custo adicional  e obterá com a maior celeridade o produto pretendido.

9-Temos para si sabores raros originários do nosso País

Para além de produtos originários de países distantes (por exemplo cogumelos Shii-Take), temos ainda os nossos sabores que tem sido esquecidos na nossa alimentação. (Exemplos: pastinaca, topinambo, feijoca, chícharos, morugem, medronhos…). É tempo de os (re)descobrir.

10-Temos um cabaz 100% de Agricultura Biológica
Para além da venda directa na loja, a Quental Biológico efectua entregas ao domicílio, nomeadamente o cabaz do Quental, composto por frutas e vegetais frescos de agricultura biológica, adequados ao gosto e necessidades do cliente. O cabaz garante aos clientes a frescura dos produtos e comodidade na aquisição.

11-Os produto são mais baratos a médio e longo prazo

Esqueça os preços absurdamente caros praticados nas grandes superfícies, a agricultura biológica que temos para si é apenas ligeiramente mais cara. No entanto a médio e longo prazo vai poupar muito dinheiro, porque no Quental não tem de fazer compras desnecessárias e porque melhora a sua saúde poupando assim em despesas médicas.





Os produtos de Agricultura biológica vendidos em Coimbra são utilizados na alimentação infantil

31 08 2008

Cerca de metade das mães de crianças até aos cinco anos já utilizou produtos biológicos na alimentação dos filhos, revela um estudo realizado em Lisboa.

Estudo Slow Food: terá um lugar ao Sol ?
Segundo este estudo, realizado no distrito de Lisboa por finalistas de Medicina da Universidade de Lisboa, a utilização dos produtos biológicos “encontra -se já relativamente difundida”, com 49,9% das mães de crianças com idades entre um e cinco anos a afirmarem terem já utilizado produtos ecológicos na alimentação dos filhos.

Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos.
“No entanto, a utilização destes alimentos ainda não faz parte do quotidiano das mães, com cerca de um terço (36,5%) a utilizar apenas muito de vez em quando” e apenas dez por cento a utilizarem todos os dias, salientam os autores. Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos.
A análise realça ainda que 55,7% das mães “tinham um nível elevado de conhecimento sobre alimentação biológica” e que 77,8% das que não usavam actualmente este tipo de alimentos tinham a intenção de os usar no futuro.
Segundo este trabalho, 90% das inquiridas que já usaram alimentos biológicos fizeram-no devido aos “benefícios para a saúde” e 62,3% consideram-nos mais saborosos. As principais razões apontadas para a sua não utilização foram o preço elevado (64%) e a difícil acessibilidade (37,5%).

Procura tem aumentado
O estudo realça que “a procura do alimento biológico tem aumentado, apesar do seu preço elevado, considerando-se uma alimentação mais saudável, dados os efeitos adversos dos pesticidas dos alimentos convencionais, especialmente nas crianças”.
Alimentação saudável em Coimbra

O Quental Biológico é a mais antiga mercearia de Coimbra especializada em Agricultura Biológica (Ecológica) com preços acessíveis a todas as bolsas, tendo ainda uma grande variedade de produtos biológicos destinados a crianças (papas, lacticínios, sumos naturais, guloseimas), para além dos usuais. Esta mercearia de Alimentação Saudável em Coimbra tem ainda produtos tipicamente portugueses, mas à muito esquecidos (pastinaca, chícharo, cogumelos, azedas, poejo, morugens, etc.). Nesta loja biológica pode fazer compras rapidamente, sempre com estacionamento disponível.

Fonte: Texto adaptado do Diário de Notícias

 





A Agricultura Orgânica no mundo: Estatísticas e Tendências para 2008. Dados referentes a 2006

2 04 2008

A Federação Internacional de Agricultura Biológica, o Instituto de Investigações sobre Agricultura Biológica e a Fundação de Ecologia e Agricultura, instituições de origem Inglesa e Alemãs, respectivamente, publicaram em conjunto um novo estudo sobre o sector.
Segundo as estatísticas avançadas pelos mesmos, a maior parte do valor foi obtido pelo consumo de alimentos biológicos produzidos nos mercados dos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa, sobre os quais as instituições revelam um possível aumento para os próximos anos.
O documento “A Agricultura Orgânica no mundo: Estatísticas e Tendências para 2008″ revela que em 2006 cultivou-se um total de 30,4 milhões de hectares através do método de produção biológica, dos quais 1,8 milhões em 2007.

O mercado mundial de alimentos biológicos gerou, em 2006, uma facturação de 25.449 milhões de euros (ME), mais 14,8 por cento do lucro atingido no ano anterior, segundo os últimos dados internacionais disponíveis sobre o sector.
Austrália líder mundial no modo de Produção de Agricultura Biológica
A Austrália continua a ser o líder mundial deste tipo de produção, com uma extensão de 12,3 milhões de hectares, seguida pela China com 2,3 milhões, a Argentina com 2,2 e, por último, os EUA com 1,6 milhões de hectares.
Por continentes, a Oceânia produz 42 por cento da superfície dedicada em todo mundo à produção biológica; seguida pela Europa, com 24 por cento, que também revelou um aumento de 500 mil hectares em relação ao ano anterior e a América Latina, com 16 por cento de culturas biológicas.

Fonte Confragi, que por sua vez retirou da Elmundo





Agricultura biológica cresce na Ilha da Madeira Hotelaria procura cada vez mais alimentos produzidos sem recurso a químicos

8 02 2008

 

A agricultura biológica, que não utiliza produtos químicos, representa 5% da área cultivável na Região, mas tendência é de crescimento, impulsionada pelo aumento da procura e pelas exportações, disse um responsável pelo sector.
O crescimento da agricultura que não recorre a produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados – a agricultura biológica – é uma realidade “a nível mundial e a Madeira acompanha essa tendência”, afirmou o director de Serviços do Desenvolvimento da Agricultura Biológica, José Carlos Marques.
Entre 2000 e 2007, segundo o levantamento realizado pela Secretaria Regional do Ambiente dos Recursos Naturais (SRARN), a prática na Região cresceu de 22 para 240 hectares e o número de agricultores passou de 17 para 78 (359%).
Este crescimento significa, segundo a SRARN, que 5% da área de cultivo da Região, ou seja, 250 dos seus 5 mil hectares, está convertida para o cultivo biológico.
Pastagens, plantas aromáticas, pousio, frutos frescos e horticulturas são as áreas de culturas em produção biológica na Madeira cuja produção e produtos congregam já interesses de empresas do sector agro-alimentar e da comercialização e a procura por parte da indústria hoteleira.
“Há hotéis em que alguns dos segmentos dos seus clientes exigem alimentação à base exclusivamente de produtos da agricultura biológica”, revelou o responsável.

Agricultura Biológica mais barata que a convencional
A banana, a vinha e a anona são algumas das principais produções da variedade de produtos que a Madeira já produz em matéria de agricultura orgânica.
José Carlos Marques destacou que a agricultura que “recorre muito à informação do passado, mas que aplica uma base científica actual”, é muito mais exigente quer do ponto de vista ambiental, quer no da segurança alimentar.
No entanto, “se os custos de poluição na agricultura convencional fossem contabilizados, concluiríamos que a agricultura biológica seria muito mais barata”, acrescentou.
“Há terrenos de vinha no Estreito de Câmara de Lobos que não são revolvidos há oito anos devido à fertilidade que as técnicas da agricultura biológica possibilitaram e que excluem produtos químicos e sintéticos como os pesticidas”, apresenta como exemplo.
As ajudas da União Europeia, que poderão atingir os 65% a fundo perdido no novo quadro comunitário de apoio, os apoios dos serviços técnicos e científicos da SRARN, as parcerias internacionais como as das regiões da Macaronésia (Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias), nomeadamente na criação de uma escola de agricultura biológica, e a proposta de decreto legislativo regional, já aprovada na Assembleia Legislativa, que declara a Madeira zona livre de cultivo de variedades de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e que incentiva a agricultura convencional e biológica são algumas das medidas potenciadoras do crescimento desta área da agronomia na Região.
“A agricultura biológica faz parte da medida de barómetro de qualidade na Região o que significa um estímulo à produção e uma aposta no futuro”, realçou o director regional da Agricultura, Bernardo Araújo, adiantando que os projectos de conversão têm crescido de ano para ano, tendo registado um crescimento médio nos últimos cinco anos de 30%.

 Artigo do DN





APPACDM da Figueira da Foz produz produtos hortícolas biológicos

3 02 2008

A Quinta Biológica da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) da Figueira da Foz produziu cerca de oito toneladas de produtos hortícolas em 2007.
Os frutos, legumes e hortaliças são semeados, tratados e colhidos por 15 pessoas, entre utentes da APPADCM, da Cercifoz (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas em Portugal) e no âmbito de programas de integração social e de valorização profissional.
Carlos Adriano, 21 anos, há cerca de um ano que dá apoio nesta quinta. Ontem, andava a tratar das alfaces, na estufa 1. “É um trabalho giro e uma ocupação que gosto de fazer”, disse, ao JN, o jovem utente da APPACDM.
Para além de produzir alimentos “mais saudáveis”, o projecto é uma forma de integrar na sociedade pessoas portadoras de deficiência mental. “Temos tido sucesso, não só nas vendas dos nossos produtos mas também na evolução dos utentes. Estas actividades agrícolas proporcionam interacção e convívios entre todos”, afirmou António Augusto, monitor da quinta biológica.
O espaço rural, que ocupa uma área de 2,7 hectares de terreno, na freguesia em Quiaios, está em funcionamento desde 1999, tendo sido uma das primeiras estruturas do género no país a obter certificação pela BIOCER – Agricultura Biológica Certificada.
Grupo francês interessado no escoamento dos produtos de agricultura biológica
Na quinta produz-se um pouco de tudo. Das Alfaces às couves, das batatas aos morangos. Os produtos são depois escoados para particulares e superfícies comerciais.
Em breve, “toda a produção” da quinta passará a ser escoada através do centro de distribuição de um grande grupo comercial francês.
“É uma quinta auto-suficiente financeiramente, mas precisamos é de criar mais espaços cobertos (estufas) para produzirmos mais”, disse António Padrão, presidente da APPACDM da Figueira da Foz, fundada em 1990.
A instituição vai ainda passar a produzir ovos biológicos, num Centro de Emprego Protegido, a instalar este ano na freguesia de Lavos. Ao todo serão 1200 ovos/dia e 1800 galinhas numa área de seis hectares.
O projecto está orçado em 400 mil euros.

 Fonte JN (artigo de Paulo Dâmaso).

Nota do Quental Biológico: Esperamos ter à venda em Coimbra os produtos de Agricultura Biológica desta APPACDM; já temos à venda os produtos das APPACDM da Conraria (Coimbra) e da Tocha (Cantanhede). Vamos todos apoiar estas importantes associações de solidariedade social.